Em pacientes com STEMI, o atraso na PCI está associado com o posterior desenvolvimento de insuficiência cardíaca.

Referência: Terkelsen CJ, Jensen LO, Tilsted H-H, et al. Health care system delay and heart failure in patients with ST-segment elevation myocardial infarction treated with primary percutaneous coronary intervention: Follow-up of population-based medical registry data. Ann Intern Med 2011; 155: 361-7.

De acordo com o indicado pelos resultados de um estudo publicado recentemente, o atraso na realização de PCI nos pacientes (tanto ambulatoriais quanto hospitalizados) com infarto de miocárdio e elevação do segmento ST (STEMI), está associado com o posterior desenvolvimento de insuficiência cardíaca, o que aumenta a necessidade de atendimento médico.

Segundo a análise multivariada, a demora na realização da PCI constitui um fator prognóstico independente associado a um número maior de reingressos ou consultas ambulatoriais para tratamento da insuficiência cardíaca, com um quociente de risco ajustado (Adjusted Hazard Ratio) de 1,04 por cada hora de demora. Contudo, ao separar os componentes responsáveis do atraso na realização do procedimento (dependentes do paciente versus dependentes do sistema de atendimento), os autores registraram que esta associação só persistia ao considerar o atraso devido ao sistema de atendimento. Na opinião dos autores, estas descobertas são consistentes com a reconhecida associação entre a extensão da necrose miocárdica e o atraso na reperfusão.

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