Similares resultados da angioplastia ao tronco não protegido ostial e no corpo dacirurgia.

Título original: Long-Term Clinical Outcome Intervention Versus Coronary Artery Bypass Grafting for Ostial/Midshaft Lesion in Unprotected Left main Coronary Artery From The DELTA Registry. Referência: Toru Nagamuna et al. JACC Cardiovascular Intervention. Article in Press

Se bem que, ainda o “gold standard” continuasendo a cirurgia, a angioplastia ao tronco de coronáriaesquerda não protegido tem sido incorporada aos guias como classeIIa nonível do óstio e do corpo. A vantagem em tais segmentos é que permite o implante de stents de maiordiâmetro sem comprometer a bifurcação. 

Este registro analisou 856 pacientes, dos quais 482 (56.3%) receberam angioplastia ao tronco e 374 (43.7%) cirurgia de revascularização miocárdica. A angioplastia foi realizada com stents farmacológicos de primeira geração. 

O desfecho primáriofoi um combinado de morte de qualquer causa, infarto e acidente vascular cerebral e o desfechosecundárioacrescentou ao anterior revascularização d vaso alvo e da lesão alvo. O grupo que recebeu angioplastia resultou de menor idade, menos hipertensão e menos diabetes mas com maisinsuficiência renal e antecedente de infarto. 

Oescore de SYNTAXresultou menor no grupo angioplastia da mesma forma que a presença de múltiplos vasos e de doença naartériacoronáriadireita. Oseguimento foi realizado a 1293 (989-1703) diascom uma incidência de trombose definitiva ouprovávelde 0.6%. 

Foi realizada uma análise ajustada por propensity score semque foram achadas diferenças entre ambos grupos tanto no desfechoprimário (HR 1.21, IC 95% 0.79 a 1.86; p=0.372) como nosecundário. Observou-se porém, uma maior taxa de revascularização do vaso alvo com a angioplastia (HR 1.94, IC 95% 1.03 a 3.64; p=0.039). Tanto a idade como o Euroscore foram preditores de eventos. 

Conclusão

Este estudo demonstra que a angioplastia ao tronco de coronáriaesquerda no nível do óstio e do corpo está associada a uma evolução clínica comparávelcoma de cirurgia de revascularização miocárdica, apesar de utilizar stents de primeira geração. 

Comentário

Este estudo deixa em evidência que a angioplastia ao tronco de coronáriaesquerdano óstio e no corpo apresenta resultados comparáveiscom a cirurgia. Isto já tinha sido demonstrado no estudoMAIN COMPARE. Se bem que não houve diferenças nos desfechos finais, a ATCapresentou maior necessidade de nova angiografia erevascularização. Istopoderia estar explicado em parte pela utilização de DES de primeira geraçãoe uma baixautilização de IVUS (33.4%). Não obstante, a angioplastia do tronco no óstio e corpo com DES tem demonstrado ser uma estratégiaaceitável. 

Gentileza Dr. Carlos Fava
Cardiologista Intervencionista
Fundação Favaloro
Buenos Aires – Argentina

Dr. Carlos Fava

Mais artigos deste autor

Risco cardiovascular a longo prazo em pacientes com ANOCA: uma realidade clínica a considerar?

A angina crônica estável (ACE) continua sendo um dos motivos mais frequentes de encaminhamento a coronariografia diagnóstica (CCG). Em uma proporção significativa desses pacientes...

EMERALD II: anatomia e fisiologia coronariana não invasiva (CCTA) na predição de SCA

Apesar dos avanços contínuos na prevenção secundária e na otimização do tratamento médico (TMO), a síndrome coronariana aguda (SCA) ainda é uma das principais...

Manejo de perfurações em bifurcações: validação experimental de técnicas de bailout com stents recobertos

As perfurações coronarianas durante a angioplastia representam uma das complicações mais temidas do intervencionismo, especialmente quando comprometem segmentos bifurcados. Embora seja pouco frequente, trata-se...

Acesso radial esquerdo ou direito? Comparação da exposição à radiação em procedimentos coronarianos

A exposição à radiação durante os procedimentos percutâneos constitui um problema tanto para os pacientes como para os operadores. O acesso radial é atualmente...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Endoleaks após reparo endovascular de aneurisma aórtico complexo: sempre voltar a intervir ou monitorar com CTA?

O reparo endovascular de aneurismas toracoabdominais que requerem uma selagem acima das artérias renais, com preservação dos vasos viscerais mediante dispositivos fenestrados e/ou com...

É seguro usar fármacos cronotrópicos negativos de forma precoce após o TAVI?

O TAVI está associado a uma incidência relevante de distúrbios do sistema de condução e ao desenvolvimento de bloqueios atrioventriculares que podem requerer o...

Risco cardiovascular a longo prazo em pacientes com ANOCA: uma realidade clínica a considerar?

A angina crônica estável (ACE) continua sendo um dos motivos mais frequentes de encaminhamento a coronariografia diagnóstica (CCG). Em uma proporção significativa desses pacientes...