Angioplastia com balão com droga na artéria femoral superficial.

Título original: Drug-Coated Balloon Versus Standard Percutaneous Transluminal Angioplasty for the Treatment of Superficial Femoral and Popliteal Peripheral Artery Disease 12-Month Results From the IN.PACT SFA Randomized Trial. Referência: Gunnar Tepe et al. Circulation. 2015;131:495-502.

Este interessante estudo randomizou 331 pacientes com claudicação intermitente ou dor isquêmica em repouso devido à estenoses nas artérias femoral superficial ou poplíteas para tratamento com balão farmacológico eluído com Paclitaxel ou angioplastia com balão.

Tradicionalmente, os stents convencionais ou farmacológicos tem sido utilizados para tratamento de estenoses nestes território, entretanto  as forças dinâmicas aplicadas sobre estas próteses podem ocasionar fratura das suas hastes e/ou reestenose, especialmente quando longos segmentos arteriais são tratados. Após um período de seguimento de 12 meses foi observada uma taxa significativamente maior de patência primária (82% contra 52%, p < 0.001) e uma menor ocorrência de necessidade clínica de nova revascularização (1,4% contra 3,7%) nos pacientes cujos vasos foram tratados com balão farmacológico.

Além disto, não foi necessária a realização de amputação do membro e a ocorrência de trombose foi extremamente baixa (1,4%). Cabe ressaltar que estes resultados favoráveis foram obtidos numa população de pacientes de alto risco e portadores de lesões bastantes longas (extensão em torno de 90 mm). Estes resultados são bastante interessantes pois sugerem que o emprego do balão farmacológico como terapia primária possa estar associado a taxas de patência tardias semelhantes (>80%) às obtidas com pós-implante de stents. A confirmação destes resultados pode consolidar o balão farmacológico como estratégia inicial preferencial para o tratamento de estenose nos territórios da femoral superficial e da poplítea, reservando os stents para os casos recorrentes.

Gentileza de los Dres Gilberto L. Nunes e Márcio Mossmann (Brasil)

Dres Gilberto L. Nunes e Márcio Mossmann

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