A regressão do saco aneurismático após o reparo endovascular de aneurismas de aorta abdominal (EVAR) foi proposta como um marcador de remodelamento favorável e de exclusão efetiva do aneurisma. No entanto, seu verdadeiro impacto nos resultados clínicos a longo prazo não estava completamente estabelecido. Esta metanálise avaliou a associação entre a regressão do saco aneurismático e os eventos clínicos posteriores ao EVAR.

Incluíram-se 27 estudos observacionais com um total de 36.822 pacientes tratados por meio de EVAR, dentre os quais 19.023 (51,7%) apresentaram regressão do saco aneurismático durante o seguimento, definida na maioria dos estudos como uma redução ≥ 5 mm do diâmetro máximo do saco. A idade média oscilou entre 70,8 e 77,3 anos. 18,2% dos pacientes eram mulheres. O desfecho primário foi a sobrevivência global, ao passo que os desfechos secundários incluíram sobrevivência livre de reintervenção, presença de endoleak durante o seguimento, ruptura aneurismática e necessidade de novas reintervenções.
A regressão do saco se associou a uma redução significativa da mortalidade por qualquer causa (HR: 0,70; IC de 95%: 0,61-0,80; p < 0,00001) e a uma melhor sobrevivência livre de reintervenção (HR: 0,37; IC de 95%: 0,27-0,53; p < 0,00001). Em concordâsncia com esses achados, os pacientes com regressão apresentaram uma menor incidência de endoleak durante o seguimento (15,6% vs. 18,2%; p < 0,0001), uma menor necessidade de reintervenções (2,6% vs. 3,6%; p = 0,002) e um menor risco de ruptura aneurismática (RR: 0,31; IC de 95%: 0,15-0,61; p = 0,001).
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No subgrupo de aneurismas complexos tratados por meio de técnicas fenestradas ou ramificadas (F/BEVAR), a regressão do saco também se associou a uma menor incidência de endoleak (RR: 0,50; IC de 95%: 0,27-0,93; p = 0,03). No entanto, as diferenças em termos de mortalidade, ruptura aneurismática e necessidade de reintervenção não alcançaram significância estatística.
Conclusão: a regressão do saco aneurismático prediz melhores resultados clínicos após o EVAR
A regressão do saco aneurismático após o EVAR se associa de maneira consistente a uma melhor sobrevivência e a uma menor incidência de complicações relacionadas ao aneurisma. Os achados aqui apresentados respaldam o valor da regressão do saco como marcador de remodelamento favorável e como uma potencial ferramenta para a estratificação de risco durante o seguimento a longo prazo dos pacientes tratados por via endovascular.
Título Original: To regress or not to regress? Outcomes of aneurysm sac behavior after endovascular aortic aneurysm repair: A systematic review and meta-analysis.





