São seguros os introdutores dedicados para acesso radial 7F?

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

São seguros os introdutores dedicados para acesso radial 7F?Já não é de hoje que o acesso radial vem demonstrando seu benefício, mas existem determinados cenários nos quais é necessário utilizar um introdutor 7F ou 8F, o que representa uma grande limitação.

 

No presente estudo foram analisados 60 pacientes aos quais se realizou ATC em lesões complexas com a ajuda do introdutor 7F “Glidesheat Slender” (Terumo, Tóquio, Japão), dedicado para o acesso radial (AR). 

 

A característica deste novo introdutor é que apresenta um lúmen interno compatível com cateteres 7F (2,46 mm) e um lúmen externo de um diâmetro menor que os introdutores 7F atuais (2,79 mm). 

 

Foram definidas como lesão complexa as lesões de TCE, bifurcações complexas, CTO, aterectomia rotacional e tortuosidade severa do vaso.  

 

O desfecho primário foi sucesso de procedimento em função de completar a ATC planificada, e o desfecho secundário foi a ocorrência de sangramento maior, complicações do acesso vascular, espasmo e oclusão da artéria radial.  

 

A idade média foi de 66 anos (com uma maioria de homens). O acesso radial direito se apresentou em 56 pacientes e em 4 foi bilateral. Por outro lado, 13 pacientes já tinham recebido acesso radial previamente.   

 

As lesões tratadas foram: TCE não protegido (20 pacientes), bifurcações complexas (16 pacientes), oclusões totais crônicas (15 pacientes) e aterectomia rotacional (10 pacientes). 

 

O desfecho primário foi de 97%. Um paciente com CTO na coronária direita não pôde ser recanalizado e outro apresentou tortuosidade severa em subclávia, requerendo por isso conversão a femoral.  

 

Por sua vez, o desfecho secundário ocorreu em 10 pacientes: três apresentaram complicações do ponto de acesso (dois hematomas locais tipo II e uma dissecção não complicada da artéria radial) e outros sete apresentaram espasmo.

 

Em 30 dias realizou-se ecodoppler em 62 dos 64 acessos radiais, observando-se oclusão da artéria radial em 3 pacientes (4,8%). 

 

Conclusão

O uso do introdutor dedicado 7F “Glidesheat Slender” na artéria radial para as intervenções coronarianas complexas demonstrou ser factível. Com efeito, neste estudo revelou uma alta taxa de sucesso no procedimento, com um baixo índice de complicações vasculares. Esses resultados favoráveis necessitam ser confirmados com grandes estudos multicêntricos.

 

Comentário

Como todos sabemos, o acesso radial nos proporcionou grandes benefícios. O desenvolvimento da tecnologia nos permite, neste caso, avançar rumo a cenários cada vez mais complexos, mantendo a segurança e a eficácia do procedimento com uma baixa taxa de oclusão da artéria radial (especialmente nas CTO, onde atualmente há uma preferência pelo acesso femoral).

 

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

 

Título original: First Prospective multicenter Experience With the 7 French Glidesheat Slender for Complex Transradial Coronary Intervention.

Referência: Adel Aminian, et al Catherization Cardiovascular Intervention 2017;89:1014-1020.


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