Luz vermelha para TAVI em pacientes de baixo risco

Um novo estúdio acende uma luz de alarme contra a expansão do implante percutâneo da valva aórtica (TAVI) a pacientes de baixo risco, dado que a mortalidade em 2 anos parece maior no TAVI que na cirurgia convencional. Este trabalho será publicado proximamente no Catheter Cardiovasc Interv.

Luz roja para el TAVI en pacientes de bajo riesgo

Expandir o TAVI a pacientes de baixo risco poderia implicar perigos que ainda não estão de todo mensurados, motivo pelo qual enquanto não tivermos mais informação a cirurgia deveria ser priorizada como o “plano A”.


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Esta metanálise incluiu 6 estudos publicados entre 2012 e 2017 que incluíram um total de 3.484 pacientes. A mortalidade a curto prazo foi idêntica, porém as curvas começaram a se separar e em dois anos a diferença a favor da cirurgia alcançou a significância (TAVI 17,2% vs. cirurgia 12,7%; p = 0,006).

 

O resultado do estudo é provocativo, mas não devemos esquecer as limitações inerentes aos registros e a possibilidade de haver elementos de confusão que não podemos controlar adequadamente.

 

A metanálise apoia a recomendação dos guias atuais e enquanto não tivermos a informação dos três estudos randomizados que se encontram em curso (PARTNER 3, Medtronic Transcatheter Aortic Valve Replacement in Low Risk Patients e NOTION 2) devemos ser prudentes em pensar em cirurgia para os pacientes de baixo risco. Todos os estudos têm um seguimento que supera os 2 anos e combinados somam aproximadamente 3.500 pacientes. Sendo assim, é só questão de paciência para ter a resposta correta.


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A metanálise também constatou que o risco/benefício para as complicações periprocedimento nos pacientes de baixo risco é similar ao da população geral de TAVI, com menos insuficiência renal e sangramento que a cirurgia mas com mais implante de marca-passos e complicações vasculares.

 

Conclusão

Em pacientes de baixo risco e estenose aórtica severa o implante percutâneo da valva aórtica mostrou uma maior mortalidade a médio prazo que a cirurgia. Enquanto não tivermos mais dados a cirurgia deve continuar sendo o tratamento padrão desta população.

 

Título original: Transcatheter versus surgical aortic valve replacement in patients at low surgical risk: a meta-analysis of randomized trials and propensity score matched observational studies.

Referência: Witberg G et al. Catheter Cardiovasc Interv. 2018;Epub ahead of print.


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