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Dispositivos de proteção cerebral durante o TAVI na prática clínica

Embora a teoria sobre os dispositivos de proteção cerebral durante o TAVI seja boa, sua comprovação nos estudos não é tão simples. Talvez a prática clínica com um número maior de pacientes possa mostrar mais evidência sobre como prevenir um dos eventos mais duros durante o TAVI. 

La protección cerebral en TAVI continúa con evidencia débil pero con esperanzas

Este trabalho analisou a base de TAVI de toda a Alemanha entre 2015 e 2017 com o objetivo de buscar entre mais de 40.000 pacientes aqueles nos quais tinha sido usado um dispositivo de proteção cerebral durante o procedimento. 

Os dispositivos de proteção foram utilizados em apenas 3,8% dos pacientes, que comparados com o resto, apresentavam maior risco cirúrgico mas eram mais jovens. 

O proponsity score foi utilizado para comparar os pacientes nos quais se utilizou proteção cerebral vs. aqueles nos quais a proteção não foi utilizada. 

Depois do ajuste, observou-se que a utilização de um dispositivo de proteção cerebral não reduz o risco de AVC (p = 0,069) ou o desenvolvimento de delírio após o procedimento (p = 0,106). O delírio é interpretado como um sinal de falha cerebral aguda. 


Leia também: Uma análise associa a vacina da AstraZeneca com trombocitopenia e trombose.


O curioso é que embora não tenha sido possível evitar os AVCs, observou-se uma diminuição da mortalidade intra-hospitalar com o uso de dispositivos de proteção cerebral (p = 0,034). Dita redução da mortalidade é difícil de explicar do ponto de vista fisiopatológico e deve ser motivo de estudo em futuros trabalhos. 

Conclusão

Nesta grande base de dados observou-se que o uso de dispositivos de proteção cerebral durante o TAVI é bastante infrequente na prática clínica. Os dispositivos de proteção não conseguiram diminuir o risco de AVC ou delírio. 

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Título original: The Use and Outcomes of Cerebral Protection Devices for Patients Undergoing Transfemoral Transcatheter Aortic Valve Replacement in Clinical Practice.

Referência: Peter Stachon et al. J Am Coll Cardiol Intv 2021;14:161–8. https://doi.org/10.1016/j.jcin.2020.09.047.


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