AHA 2023 | Uso de Apixabana para prevenção de acidente vascular cerebral em fibrilação atrial subclínica

A fibrilação atrial (FA) subclínica, de breve duração e geralmente assintomática, costuma requerer monitoramento contínuo a longo prazo por meio de marca-passos ou desfibriladores para sua detecção. Embora a FA subclínica esteja vinculada a um incremento no risco de acidente vascular cerebral, a utilidade da anticoagulação oral como tratamento continua sendo incerta. 

AHA 2023 | ORBITA-2: Angioplastia coronaria vs placebo en angina estable para la reducción de síntomas

Em um ensaio randomizado duplo-cego, designou-se um grupo a tratamento com apixabana e outro a tratamento com aspirina. 

O desfecho primário (DP) de eficácia foi a taxa de embolismo sistêmico ou acidente vascular cerebral (AVC), ao passo que o DP de segurança fez foco na taxa de sangramento maior. 

A amostra incluiu 4012 pacientes com uma idade média de 76 anos e um escore CHA2DS2-VASC médio de 3,9, com 36% de mulheres. Com relação ao DP de eficácia, a incidência no grupo de apixabana foi de 0,78%, em comparação com 1,24% no grupo de aspirina (HR: 0,63; IC de 95%: 0,45-0,88; p = 0,007). A taxa de sangramento maior foi de 1,71% no grupo de apixabana e de 0,94% no grupo de aspirina (HR: 1,8; IC de 95%: 1,26-2,57; p = 0,001).

Conclusão

Entre os pacientes com FA subclínica, o emprego de apixabana representou um menor risco de AVC ou embolia sistêmica em comparação com a aspirina, embora também tenha se associado com um aumento no risco de sangramento maior. 

Dr. Andrés Rodríguez.
Membro do Conselho Editorial da SOLACI.org.

Título Original: Apixaban for Stroke Prevention in Subclinical Atrial Fibrillation.

Referência: Jeff S. Healey, M.D et al. 


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Mais artigos deste autor

ACVC 2026 | CELEBRATE: utilização de zalunfiban pré-hospitalar em SCACEST

A otimização do tratamento antitrombótico na fase pré-hospitalar da síndrome coronariana aguda com elevação do ST (SCACEST) continua sendo um desafio devido à demora...

Fármacos para o tratamento do no-reflow durante a angioplastia

O fenômeno de no-reflow é uma das complicações mais frustrantes da angioplastia primária (pPCI) e expressa a persistência do dano microvascular que, a médio...

CRT 2026 | Clopidogrel vs. aspirina como monoterapia a longo prazo após uma angioplastia coronariana

O uso de aspirina como terapia antiplaquetária crônica após uma angioplastia coronariana (PCI) foi historicamente o padrão recomendado pelas diretrizes internacionais. No entanto, estudos...

Rivaroxabana em doses baixas após a angioplastia periférica: efetividade e segurança na prática clínica

Após a revascularização de membros inferiores, o tratamento médico ótimo inclui antiagregação, estatinas de alta intensidade e controle dos fatores de risco. Estudos recentes...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Espaço do Fellow – Caso 1: Oclusão Total Crônica Tratada por Via Retrógrada. Um Verdadeiro Desafio!

Compartilhe sua experiência. Aprenda com especialistas. Cresça como intervencionista. Apresentamos o primeiro caso desta nova edição do Rincón del Fellow, um espaço acadêmico e colaborativo...

Manejo da trombose valvar em TAVI: enfoque atual baseado em evidência

A expansão do implante transcateter da valva aórtica (TAVI) em populações mais jovens e de menor risco colocou em primeiro plano a trombose da...

Experiência com a válvula intra-anular autoexpansível Navitor: dados do registro STS/ACC TVT

A expansão do TAVI, com a introdução de dispositivos de nova geração, tem priorizado não só a segurança periprocedimento mas também a preservação do...