3 a 6 meses de dupla antiagregação logo de um DES diminuem o sangramento e não aumentam a mortalidade nem os infartos.

Título original: Meta-analysis of randomized clinical trials comparing short term -vs- long term dual antiplatelet therapy following drug eluting stents. Referência: El-Hayek G et al. Am J Cardiol. 2014; Epub ahead of print.

Esta meta análise analisou os dados de 4 estudos randomizados e controlados (EXCELLENT, PRODIGY, RESET e OPTIMIZE) incluindo um total de 8157 pacientes que receberam stents farmacológicos eluidores de sirolimus, paclitaxel, everolimus ou zotarolimus. Os pacientes foram randomizados a dupla antiagregação prolongada (12 a 24 meses; n=4076) ou dupla antiagregação por um período de tempo curto (3 a 6 meses; n=4081). Nos 4 estudos a antiagregação consistiu em aspirina mais clopidogrel.

A 12 meses, a taxa de infarto de miocárdio e morte cardíaca (end point primário) ocorreu em 136 pacientes (3.3%) dos que receberam antiagregação por 3 a 6 meses e em 123 pacientes (3%) entre os que receberam antiagregação por 12 a 24 meses (OR 1.11, IC 95% 0.87 a 1.43; p=0.41).

Os pacientes que receberam o esquema curto tiveram 59% menos de risco de sangramento maior mas com uma taxa similar de eventos isquêmicos (OR 0.41, IC 95% 0.21 a 0.81; p=0.01).

A ocorrência de trombose do stent foi numericamente maior no grupo de esquema curto mas não atingiu a significância estatística (OR 1.29, IC 95% 0.76 a 2.21; p=0.35).

Conclusão

A terapia prolongada com aspirina e clopidogrel logo do implante de um stent farmacológico aumenta significativamente o risco de sangramento e não modifica o combinado de morte cardíaca e infarto de miocárdio em comparação com um esquema curto de dupla antiagregação.

Comentário editorial

Começa a crescer a percepção de que o duplo esquema antiagregante prolongado não é necessário especialmente com as novas gerações de stents farmacológicos, sendo a decisão final mais dependente do dispositivo que da extensão da doença.

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