Trombose de stents em território fêmoro-poplíteo

Título original: Femoropopliteal Artery Stent Thrombosis. Report From the Excellence in Peripheral Artery Disease Registry. Referência: Subhash Banerjee et al. Circ Cardiovasc Interv. 2016 Feb;9(2):e002730.

 

Existe informação limitada sobre a taxa de trombose dos stents periféricos e seus eventuais fatores de predisposição.

Este trabalho analisou 604 pacientes do registro multicêntrico “Excellence in Peripheral Artery Disease” que receberam angiografia com stent em território fêmoro-poplíteo.

A trombose do stent ocorreu em 26 dos 604 pacientes (4,3%) em um seguimento médio de 6 meses pós-procedimento.

A trombose do stent foi mais frequente em homens e quando a lesão tratada original foi uma oclusão total crônica.

Não foram observadas diferenças na taxa de trombose entre stents convencionais ou stents farmacológicos (4,4% vs. 3,4%; p = 0,55) mas sim na comparação de stents autoexpansíveis cobertos com stents convencionais (10,6% vs. 3,4%; p = 0,02).

A trombose se associou com um risco muito maior de eventos adversos no membro tratado (HR, 4,99; IC 95% 2,31 a10,77; p < 0,001).

Na análise multivariada observou-se que o tratamento de uma oclusão total crônica (OR, 3,46; IC 95% 0,98 a 12,20; p = 0,05) e de uma lesão por reestenose intrastent (OR, 5,30; IC 95%, 1,83 a 15,32; p = 0,002) se associa de maneira independente à trombose.

Conclusão
Neste registro multicêntrico de intervenções periféricas observou-se que a taxa de trombose dos stents em território fêmoro-poplíteo é de 4,3% e está associada ao tratamento de oclusões totais crônicas e de reestenose de stents prévios. A trombose se associa significativamente a eventos nesse membro inferior.

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