Modelos europeos de telemedicina, como el servicio finlandés Medilux, permiten realizar consultas médicas online mediante un cuestionario clínico, sin acudir a una consulta presencial.

Valve-in-Valve: implante alto ou baixo para melhores resultados?

Título original: Transcatheter Replacement of Failed Bioprosthetic Valve. Large Multicenter Assessment of the Effect of Implantantion Depth on Hemodynamics After Aortic Valve-in Valve.

Referência: Matheus Simonato, et al. Circ. Cardiovasc. Interv 2016;9:e003651

 

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

 

valve_in_valveNa atualidade, a maioria dos pacientes nos quais se realiza substituição valvar aórtica cirúrgica recebe uma válvula biológica, sendo sua durabilidade de 10 a 15 anos. Mas quando esta começa a falhar, a reoperação representa um risco elevado.

O implante de uma válvula percutânea dentro da cirúrgica biológica disfuncionante (V-in-V) é uma solução ante esta eventualidade, mas sua evolução e seu lugar exato de implante continua sendo um verdadeiro interrogante.

Foram analisados 292 pacientes consecutivos de alto risco cirúrgico do Registro Internacional V-in-V (VIVID).

O objetivo deste estudo foi definir a altura do implante que permite o resultado hemodinâmico ótimo, definido por um gradiente < 20mmHg.

A idade média foi de 78,9 anos com mais de 90% de sintomáticos por dispneia em CF III-IV. O tempo transcorrido depois da cirurgia foi de aproximadamente 10 anos e a causa da falha da válvula cirúrgica foi:

  • 40% estenose
  • 35% mista
  • 25% insuficiência

Do total dos pacientes, 157 receberam CoreValve e 135 Sapiens XT.

O implante alto se relacionou com uma taxa menor de gradiente elevado pós-implante em comparação com o implante baixo e isto é válido para ambas as válvulas.

CoreValve Evolut

  • Implante alto 15%
  • Implante baixo 34,2%

P = 0,03

Sapiens XT

  • Implante alto 18,5%
  • Implante baixo 43,5%

P = 0,03

A posição do dispositivo foi um forte preditor do gradiente pós-implante.

 

Conclusão

O implante alto, tanto para a prótese CoreValve como para a Sapiens XT – dentro de uma válvula cirúrgica disfuncionante – é um preditor independente de um resultado hemodinâmico satisfatório pós-implante.

 

Comentário editorial

O V-in-V é uma estratégia muito menos invasiva que resolve uma estenose ou degeneração de uma válvula biológica cirúrgica.

No futuro, seguramente sua necessidade se incrementará, motivo pelo qual devemos conhecer perfeitamente qual é a técnica de implante para otimizar os resultados.

 

Gentileza do Dr. Carlos Fava. Fundación Favaloro, Buenos Aires, Argentina.

 

Sua opinião nos interessa. Pode deixar abaixo seu comentário, reflexão, pergunta ou o que desejar. Será mais que bem-vindo.

Mais artigos deste autor

EuroPCR 2026 | TAVI em mulheres: as válvulas supra-anulares oferecem uma vantagem hemodinâmica real?

As mulheres representam uma população particularmente desafiadora para o TAVI, já que costumam apresentar anéis aórticos menores, maior fragilidade e um risco incrementado de...

EuroPCR 2026 | TAVI ou cirurgia em pacientes jovens? Qualidade de vida e resultados de 3 anos do NOTION-2

A expansão do TAVI a pacientes mais jovens e com menor risco cirúrgico abriu uma nova discussão: para além da mortalidade ou do AVC,...

EuroPCR 2026 | LANDMARK Trial: resultados de seguimento de 2 anos mostraram eficácia comparável entre Myval e válvulas TAVI contemporâneas

A apresentação do ensaio LANDMARK, realizada pelo professor Patrick W. Serruys no EuroPCR 2026, detalhou os resultados clínicos em seguimento de dois anos das...

EuroPCR 2026 | Registro MELA: Myval mostrou menor regurgitação aórtica em pacientes com anéis aórticos grandes

Esta apresentação, realizada pelo Dr. Salvatore Giordano no EuroPCR 2026, detalha os resultados do Registro MELA, um estudo multicêntrico que comparou o desempenho da...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

03/06 | Webinar SOLACI Técnicos e Enfermeiros – Impacto Clínico do Intervencionismo Estrutural: TAVI e MitraClip na Prática Atual

A Sociedade Latino-Americana de Cardiologia Intervencionista (SOLACI), por meio do seu Departamento de Técnicos e Enfermeiros, convida você a participar de um novo webinar...

EuroPCR 2026 | TAVI em mulheres: as válvulas supra-anulares oferecem uma vantagem hemodinâmica real?

As mulheres representam uma população particularmente desafiadora para o TAVI, já que costumam apresentar anéis aórticos menores, maior fragilidade e um risco incrementado de...

EuroPCR 2026 | TAVI ou cirurgia em pacientes jovens? Qualidade de vida e resultados de 3 anos do NOTION-2

A expansão do TAVI a pacientes mais jovens e com menor risco cirúrgico abriu uma nova discussão: para além da mortalidade ou do AVC,...