Um novo escore para predizer mortalidade pós-TAVI

 

TAVI novo score

Poucos estudos avaliaram o impacto de novos índices de comorbidades, fragilidade e deficiência sobre os resultados do implante transcateter da valva aórtica (TAVI).

Este trabalho analisa os pacientes do estudo Medtronic CoreValve U.S. Pivotal para tentar desenvolver um novo escore que seja simples e possa ser incorporado à avaliação padrão dos pacientes para TAVI.

Um “heart team” multidisciplinar com critérios objetivos como o STS PROM (The Society of Thoracic Surgeons Predicted Risk of Mortality) e critérios subjetivos como a fragilidade selecionou os pacientes candidatos a TAVI.

A análise incluiu 3.687 pacientes randomizados 2:1 em uma coorte para desenvolver o escore (n = 2.482) e uma coorte para validação (n = 1.205). O estudo avaliou os preditores de mortalidade por qualquer causa que foram utilizados para calcular um escore de risco por cada paciente.

A mortalidade global em 30 dias foi de 5,8% e em um ano de 22,8%.

São preditores de morte em um ano:

  • O uso de oxigênio domiciliar.
  • A necessidade de ajuda na vida diária.
  • Níveis de albumina < 3,3 g/dl.
  • Quedas da própria altura nos últimos 6 meses.
  • STS PROMO > 7%.
  • Um escore de comorbidades de Charlson ≥5.

 

Um simples sistema de escore criado tendo estes preditores como parâmetro pôde estratificar o risco em 30 dias e em um ano como baixo, moderado e alto risco.

Este escore mostrou uma diferença de três vezes mais mortalidade em 30 dias entre o grupo de baixo risco e o grupo de alto risco:

Baixo risco: 3,6%

Alto risco: 10,9%

E uma diferença similar em um ano:

Baixo risco: 12,3%

Alto risco: 36,6%

O modelo de predição para o seguimento de um ano foi mais estável e preciso que o modelo de seguimento de 30 dias.

 

Conclusão

Um simples escore realizado tendo novos preditores como parâmetro pôde estratificar o risco de mortalidade em curto e em longo prazo dos pacientes que receberam implante transcateter da valva aórtica.

 

Título original: Predicting Early and Late Mortality After Transcatheter Aortic Valve Replacement.

Referência: Hermiller JB Jr et al. J Am Coll Cardiol. 2016 Jul 26;68(4):343-52.

 

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