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Bivalirudina ou heparina para reduzir embolia cerebral pós-TAVI?

Bivalirudina ou heparina para reduzir embolia cerebral pós-TAVI?

A embolização cerebral é uma complicação relativamente frequente durante o implante percutâneo da valva aórtica (TAVI). A hipótese deste trabalho é que a embolia cerebral poderia ser reduzida com a utilização de bivalirudina como anticoagulante em vez de heparina.

 

O primeiro objetivo foi determinar a proporção de pacientes com uma nova embolia cerebral pós-TAVI e investigar se a estratégia de anticoagulação durante o procedimento pode mudar a taxa de embolização.

 

O estudo BRAVO-3 (Effect of Bivalirudin on Aortic Valve Intervention Outcomes) randomizou paciente a bivalirudina vs. heparina não fracionada durante o TAVI transfemoral.

 

Dentro do BRAVO foi realizado um subestudo prospectivo com ressonância magnética em 60 pacientes para identificar aqueles com novas imagens cerebrais compatíveis com embolia durante o procedimento (desfecho primário do estudo). Os desfechos secundários foram a análise quantitativa das lesões e a evolução neurológica dentro das 48 horas e dos 30 dias.

 

Dos 60 pacientes randomizados, 29 receberam bivalirudina e 31 receberam heparina. A proporção de pacientes com novas lesões cerebrais não diferiu entre ambas as drogas (65,5 vs. 58,1%; p = 0,55).

 

Os grupos tiveram resultados similares no que se refere ao número médio de embolias cerebrais por pacientes, ao volume total de embolia e à evolução neurológica dentro das 48 horas e dos 30 dias. Todos os pacientes que apresentaram evidências clínicas de AVC tiveram novas imagens compatíveis com embolia na ressonância.

 

Conclusão

Este trabalho documenta novas imagens compatíveis com embolia cerebral pós-TAVI em quase dois terços dos pacientes. Não foram observadas diferenças na estratégia de anticoagulação durante o procedimento (bivalirudina vs. heparina).

 

Título original: Cerebral Embolism During Transcatheter Aortic Valve ReplacementThe BRAVO-3 MRI Study.

Referência: Eric Van Belle et al. J Am Coll Cardiol. 2016 Aug 9;68(6):589-99.

 

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