Oclusão percutânea em regurgitação paravalvar pós-TAVI: o desafio de identificar em quem realizá-la

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

Oclusão percutânea em regurgitação paravalvar pós-TAVIForam analisados 72 pacientes nos quais se implantou uma valva aórtica percutânea Edwards Sapiens e que evoluíram com regurgitação ao menos moderada.

 

Em 15 deles, realizou-se a oclusão da regurgitação de forma percutânea, que foi dirigida, em sua maioria, pela presença de sintomas.

 

Os dois grupos foram similares. Os que foram submetidos a oclusão percutânea apresentaram menor idade. A oclusão foi realizada com plugs, nenhum paciente apresentou anemia hemolítica.

 

O procedimento foi bem-sucedido em 13 pacientes. Em dois deles não foi possível o cruzamento através do vazamento. Um paciente requereu uma nova reintervenção por continuar apresentando sintomas.

 

No seguimento de 20 meses, a mortalidade foi de 1 (13,8%) no grupo submetido a oclusão da regurgitação e de 24 (42%) no grupo controle. Além disso, a oclusão da regurgitação trouxe benefícios em termos de melhora de sintomas, diminuição das hospitalizações e redução do peptídeo natriurético tipo-B.

 

Conclusão

A reparação por cateter das regurgitações paravalvares após TAVI podem ser seguras e eficazes em um grupo selecionado de pacientes e talvez reduzam as hospitalizações, melhorem os sintomas e melhorem a sobrevida.

 

Comentário

As regurgitações paravalvares se apresentam com a tecnologia atual em ao redor de 13-15%, sendo um dos desafios tecnológicos a resolver no futuro.

 

O importante é identificar que paciente é candidato, já que podem ser resolvidos de forma segura e eficaz, melhorando a qualidade de vida e a sobrevida.

 

Gentileza do Dr. Carlos Fava. Fundação Favaloro, Buenos Aires, Argentina.

 

Título Original: Outcome of Paravalvualr Leak repair after Trancatheter Aortic Valve Replacement with a Balloon-Expandable Prothesis.

 Referência: Abhijeet Dhoble, et al. Catheterization cardiovascular Intervention 2017;89:462-468.


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Sua opinião nos interessa. Pode deixar abaixo seu comentário, reflexão, pergunta ou o que desejar. Será mais que bem-vindo.

Mais artigos deste autor

EARLY TAVR: impacto da idade nos resultados do TAVI precoce em pacientes assintomáticos

A estenose aórtica severa assintomática representa um desafio clínico cada vez mais frequente. Embora as diretrizes recomendem intervir quando aparecem sintomas ou deterioração da...

T-TEER: para além dos limiares tradicionais de hipertensão pulmonar

A insuficiência tricúspide (IT) significativa se associa à deterioração funcional progressiva, a hospitalizações por insuficiência cardíaca (IC) e ao aumento da mortalidade. Nos últimos...

A oclusão do apêndice atrial esquerdo é segura em pacientes com fração de ejeção reduzida?

Os pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) foram excluídos dos principais estudos randomizados sobre oclusão percutânea do apêndice atrial esquerdo...

Oclusão de apêndice atrial esquerdo na Espanha: crescimento sustentado e bons resultados na prática clínica real

A anticoagulação oral continua sendo o tratamento padrão para a prevenção do acidente vascular cerebral em pacientes com fibrilação atrial. No entanto, muitos desses...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Espaço do Fellow – Caso 2: Infarto Agudo do Miocárdio por Oclusão Simultânea de Duas Artérias Coronárias

Compartilhe sua experiência. Aprenda com especialistas. Cresça como intervencionista. Chega uma nova edição do Cantinho do Fellow, um espaço de intercâmbio acadêmico criado para que...

EARLY TAVR: impacto da idade nos resultados do TAVI precoce em pacientes assintomáticos

A estenose aórtica severa assintomática representa um desafio clínico cada vez mais frequente. Embora as diretrizes recomendem intervir quando aparecem sintomas ou deterioração da...

Rupturas de placa en artérias não culpadas: seguimento com imagens intravasculares

A ruptura de placa continua sendo um dos mecanismos fisiopatológicos mais importantes nas síndromes coronarianas agudas. No entanto, nem todas as rupturas se manifestam...