Os stents com polímeros biodegradáveis são tão seguros quanto os polímeros permanentes no seguimento de 5 anos

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

Os stents com polímeros biodegradáveis são tão seguros quanto os polímeros permanentes no seguimento de 5 anosUma das incógnitas dos DES é se o desenvolvimento de polímeros biodegradáveis melhoria a performance dos polímeros duráveis em relação à presença de eventos. Com o objetivo de testá-los em pacientes do “mundo real”, realizou-se o estudo COMPARE II.

 

Tratou-se de um estudo randomizado que comparou os stents de polímeros biodegradáveis (SPB) eluidores de biolimus (Narobi, Terumo, Tóquio, Japão) com os stents de polímeros duráveis (SPD) eluidores de everolimus (Xience V ou Prime, Abbot Vascular, Santa Clara, Califórnia; ou Primus, Boston Scientific, Natick, Massachusetts).

 

Foram randomizados 2.707 pacientes. Dentre eles, 1.795 receberam stents como polímeros biodegradáveis (66,3%) e 912 com polímeros duráveis (33,7%). Não se apresentaram diferenças significativas entre as populações.

 

O seguimento de 5 anos foi alcançado em 98% dos pacientes. O MACE foi similar (SPB: 17,3% vs. SPD 15,6%; risco relativo: 1,11 [95% intervalo de confiança: 0,92 a 1,33; p = 0,26]). Também não houve diferença nos desfechos de segurança e eficácia: trombose do stent 1,5% vs. 0,9%; p = 0,17; TLR 10,6% vs. 9%; p = 0,18. A combinação de morte cardíaca e IAM foi de 15% vs. 14,8%; p = 0,9.

 

Conclusão

A comparação entre os dois tipos de stent (SPB e SPD) em 5 anos de seguimento confirma os resultados iniciais e a médio prazo no que se refere à segurança e eficácia na ATC no “mundo real”. Com efeito, ambos apresentaram resultados similares.

 

Comentário

Esta é a primeira análise que compara os DES de segunda geração com os polímeros disponíveis na atualidade, mostrando que os SPB apresentam a mesma segurança e eficácia em 5 anos que os SPD.

 

Embora tenha sido constatada uma diferença numérica de menor taxa de morte cardíaca, IAM e TLR nos DES com polímeros perduráveis, a mesma não atingiu a significância estatística.

 

Apesar de ter havido certa diferença a favor dos DES com polímeros duráveis em várias análises, as populações foram heterogêneas, motivo pelo qual esta discussão continua aberta. Com efeito, são necessárias mais investigações sobre o tema.

 

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

 

Título original: Biodegradable Polymer Biolumus-Eluting Stents Versus Durable Polymer Everolimus-Eluting Stents in Patients With Coronary Artery Disease. Final 5-Years Report From COMPARE II Trial (Abluminal Biodegradabel polymer Biolimus-Eluting Stent Versus Durable Polymer Everolimus-Eluting Stent).

Referência: Georgios J. Vlachojannis, et al. J Am Coll Cardiol Intv 2017 article in press).


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