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ACC 2019 | El TAVI em pacientes de baixo risco não é inferior

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

As válvulas aórticas autoexpansíveis supra-anulares demonstraram sua superioridade com relação à cirurgia nos pacientes de alto risco e sua não inferioridade nos pacientes de risco intermediário. Mas o desafio atual se relaciona com o tratamento dos pacientes de baixo risco, que são, geralmente, mais jovens. Nesse sentido, o objetivo é determinar sua efetividade e segurança em termos de mortalidade e AVC (que é baixa com a cirurgia), bem como o risco de outras complicações e – fundamentalmente – sua durabilidade.

ACC 2019 | Prometedores resultados para el TAVI en bajo riesgoEste foi um estudo randomizado 1:1, multicêntrico, que incluiu pacientes com estenose aórtica severa comparando TAVI realizado com válvula CoreVolve, Evolut R, ou Evolut PRO (Medtronic) versus cirurgia da valva aórtica.

 

O desfecho primário foi a combinação de morte ou AVC incapacitante em 24 meses e o desfecho secundário de segurança de 30 dias foi a combinação de morte, AVC incapacitante, complicação vascular maior, sangramento com risco de vida e deterioro agudo da função renal estágio 2 ou 3.


Leia também: TAVI em baixo risco com “zero” mortalidade e “zero” AVC.


Randomizaram-se 734 pacientes para cada grupo, e depois excluíram-se 12 sujeitos para TAVI e 53 para cirurgia, ficando 725 pacientes no grupo TAVI e 678 no grupo cirurgia.

 

As características foram similares e a idade média foi de 74 anos. Houve somente 39% de pacientes mulheres, 30% de diabéticos, 5% de pacientes com infarto prévio, 2,2% com CRM prévia e o STS para mortalidade foi 1,9%.

 

Em 30 dias os pacientes que receberam TAVI apresentaram menor incidência de AVC (0,5% vs. 1,7%), sangramento (2,4% vs. 7,5%), injúria renal aguda (0,9% vs. 2,8%) e fibrilação atrial (7,7% vs. 35,4%), mas maior incidência de regurgitação aórtica moderada ou severa (3,5% vs. 0,5%) e de necessidade de novo marca-passo (17,4% vs. 6,1%).


Leia também: EuroPCR 2018 | NOTION: Boa durabilidade do TAVI em relação às válvulas cirúrgicas em pacientes de baixo risco.


Em um ano não houve diferenças na taxa de AVC, endocardite, trombose de prótese valvar ou reinternação. No eco-Doppler observou-se um menor gradiente e uma área do orifício efetivo maior (8,6 mm Hg vs.11,2 mm Hg e 2,3 cm2 vs. 2,0 cm2).

 

Em 24 meses de seguimento não houve diferenças no desfecho primário: 5,3% para TAVI e 6,7% para cirurgia, tendo sido assim cumpridos os critérios de não inferioridade (difference, −1.4 percentage points; 95% Bayesian credible interval for the difference, −4.9 to 2.1; posterior probability of noninferiority, > 0.999), a mortalidade foi de 4,5% para ambos e a taxa de AVC incapacitante foi de 1,1% vs. 3,5%.

 

Conclusão

Em pacientes com estenose aórtica severa que apresentam baixo risco para cirurgia, o TAVI com uma bioprótese supra-anular autoexpansível foi não inferior à cirurgia em desfecho composto de morte ou AVC incapacitante em 24 meses.

 

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

 

Título original: Transcatheter Aortic-Valve Replacement with a Self-Expanding Valve in Low-Risk Patients.

Referência: Jeffrey J. Popma, et al N Eng J Med DOI: 10.1056/NEJMoa1816885.

 

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