ACC 2019 | PARTNER 3: TAVI em baixo risco com menos eventos que a cirurgia em seguimento de um ano

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

O TAVI demonstrou com evidência contundente ser superior ou não inferior à cirurgia nos pacientes de alto risco e nos de risco intermediário. Com efeito, o desenvolvimento de novas tecnologias, a simplificação do procedimento e a maior experiência dos operadores e de sua equipe permitiram que os grupos antes mencionados sejam beneficiados com dita estratégia.

ACC 2019 | PARTNER 3: TAVI en bajo riesgo con menos eventos al año que la cirugíaHá, no entanto, pouca evidência disponível para o grupo de baixo risco, e a evidência que temos, embora tenha dado resultados alentadores, emprega válvulas de primeira geração, como no estudo NOTION.

 

O estudo PARTNER 3 foi randomizado 1:1, multicêntrico e utilizou uma válvula de terceira geração (a Edwards SAPIEN 3) por acesso femoral versus cirurgia em pacientes de baixo risco (STS < 4).


Leia também: ACC 2019 | El TAVI em pacientes de baixo risco não é inferior.


O desfecho primário foi morte por qualquer causa, AVC ou re-hospitalização em um ano.

 

Incluíram-se 496 pacientes que receberam TAVI e 454 que foram submetidos a cirurgia.

 

As características foram similares: a idade média foi de 73 anos, a maioria dos pacientes incluídos eram homens, 30% do total eram diabéticos, o STS foi 1,9, o EuroSCORE II foi 1,5, houve 5,7% de infartos e 4% de AVC. Não houve pacientes frágeis e no grupo que recebeu TAVI houve maior presença de insuficiência cardíaca CF III-IV.


Leia também: TAVI em baixo risco com “zero” mortalidade e “zero” AVC.


O procedimento foi realizado sob sedação consciente em 65,1% dos casos para o grupo TAVI e em 24,3% para cirurgia minimamente invasiva. A revascularização coronariana concomitante foi de 6,5% e 12,8%, respectivamente.

 

Em 30 dias o grupo TAVI apresentou menos AVC (0,6% vs. 24%; p = 0,02), menos morte ou AVC (1% vs. 3,3%; p = 0,01), menos fibrilação atrial (5% vs. 39,5%; p < 0,001), menos dias de hospitalização (3 vs. 7; p < 0,001) e menos risco de pior evolução (morte e menor qualidade de vida KCCQ), sem haver diferenças em complicações vasculares, necessidade de marca-passo ou regurgitação paravalvar moderada ou severa.

 

Em um ano de seguimento o desfecho primário foi a favor do TAVI (8,5% vs. 15,1%; absolute difference, −6.6 percentage points; 95% confidence interval [CI], −10.8 to −2.5; p<0.001 for noninferiority; hazard ratio, 0.54; 95% CI, 0.37 to 0.79; p = 0.001 for superiority). A presença de regurgitação leve foi maior no TAVI sem haver diferenças em termos de regurgitação moderada ou severa.

 

Conclusão

Nos pacientes com estenose aórtica severa que apresentam baixo risco para a cirurgia a combinação de morte, AVC ou re-hospitalização em um ano foi significativamente menor com TAVI do que com cirurgia.

 

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

 

Título original: Transcatheter Aortic-Valve Replacement with a Balloon-Expandable Valve in Low-Risk Patients.

Referência: M.J. Mack, et al. N Engl J Med  DOI: 10.1056/NEJMoa1814052.

 


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