TCT2019 | EVOLVE Short DAPT: apenas 3 meses de dupla antiagregação em alto risco de sangramento

Gentileza da SBHCI.

Este trabalho utilizou o stent de cromo-platina de hastes finas com polímero biodegradável na superfície abluminal e eluidor de everolimus (basicamente o stent Synergy). A eluição da droga e a degradação do polímero dentro dos meses facilitam a endotelização, o que permitiria um tempo mais curto de dupla antiagregação.

Apresentado durante as sessões científicas do TCT 2019 este trabalho incluiu 2.009 pacientes com alto risco de sangramento (> 75 com alto risco de sangramento, uso de anticoagulação oral, sangramento maior no último ano, antecedente de AVC, trombocitopenia ou insuficiência renal).

Após a angioplastia os pacientes receberam dupla antiagregação (aspirina mais um inibidor do P2Y12) por 3 meses, exceto naqueles anticoagulantes onde a aspirina foi opcional.


Leia também: TCT 2019 | AUGUSTUS ACS: Apixabana vs. Varfarina e Aspirina vs. Placebo em FA e SCA.


Os pacientes que não apresentaram eventos clínicos e que suspenderam o inibidor do receptor P2Y12 no terceiro mês continuaram com aspirina durante 3 a 15 meses.

O desfecho primário de morte ou infarto entre o terceiro e o décimo quinto mês pós-procedimento foi comparado com uma coorte histórica que recebeu os clássicos 12 meses de dupla antiagregação. A taxa de eventos nos pacientes que receberam 3 meses foi de 5,6% vs. 5,7% da coorte histórica (p para não inferioridade = 0,0016). A taxa de trombose foi de 0,3% frente a uma taxa esperada de 1%.

A taxa de sangramento total e sangramento maior foi similar entre os dois grupos (6,26% vs. 4,1%).

Gentileza da SBHCI.

Link a publicação da SBHCI AQUI

Título do artigo original: EVOLVE Short DAPT: A Single-Arm Study of 3-Month DAPT in Patients at High Bleeding Risk Treated With a Bioabsorbable Polymer-Based Everolimus-Eluting Stent.

Referência: Jamil Cade.

Autor do artigo original: Ajay J. Kirtane.


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Sua opinião nos interessa. Pode deixar abaixo seu comentário, reflexão, pergunta ou o que desejar. Será mais que bem-vindo.

Mais artigos deste autor

É necessário usar o IVUS de forma rotineira na angioplastia do tronco da coronária esquerda?

A angioplastia do tronco da coronária esquerda não protegido é um procedimento de grande complexidade devido ao amplo território miocárdico em risco e às...

Registros Dual-Prep: aterectomia e IVL em calcificação coronariana severa

A calcificação coronariana severa continua sendo um dos cenários mais complexos da angioplastia coronariana. Embora a aterectomia rotacional (AR) ou orbital e a litotripsia...

Heparina pré-hospitalar no SCACEST: uma estratégia segura que proporciona maior reperfusão precoce

A reperfusão precoce continua sendo o principal determinante prognóstico nos pacientes com infarto agudo do miocárdio com elevação do ST (SCACEST). Embora a angioplastia...

Rupturas de placa en artérias não culpadas: seguimento com imagens intravasculares

A ruptura de placa continua sendo um dos mecanismos fisiopatológicos mais importantes nas síndromes coronarianas agudas. No entanto, nem todas as rupturas se manifestam...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Técnica UNICORN para prevenir a obstrução coronariana durante o TAVI: resultados iniciais de um estudo multicêntrico

A obstrução coronariana é uma complicação pouco frequente, mas potencialmente catastrófica, do implante transcateter da valva aórtica (TAVI), especialmente em procedimentos valve-in-valve, TAV-in-TAV ou...

Espaço do Fellow – Caso 2: Infarto Agudo do Miocárdio por Oclusão Simultânea de Duas Artérias Coronárias

Compartilhe sua experiência. Aprenda com especialistas. Cresça como intervencionista. Chega uma nova edição do Cantinho do Fellow, um espaço de intercâmbio acadêmico criado para que...

Supera vs. Eluvia em lesões femorpoplíteas calcificadas com calcificação severa

A calcificação seveera continua sendo um dos principais preditores de reestenose e de necessidade de novas revascularizações após o tratamento endovascular da doença femoropoplítea....