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Regressão da massa ventricular pós-TAVI

Neste estudo foram analisados pacientes com hipertrofia ventricular esquerda moderada ou severa e estenose aórtica que foram tratados com implante percutâneo da valva aórtica (TAVI). Naqueles pacientes nos quais a hipertrofia diminuía, observou-se uma menor mortalidade e menos re-hospitalizações em 5 anos. 

La revascularización incompleta se asocia a mortalidad en el TAVI

Foram incluídos todos os pacientes de risco moderado ou severo com hipertrofia ventricular que receberam TAVI nos estudos e registros PARTNER (I, II e S3) e que estavam vivos um ano após o procedimento. 

Analisou-se a associação entre a regressão da massa ventricular (porcentagem de mudança entre o ecocardiograma basal e após um ano) e a mortalidade ou as reinternações entre o primeiro ano e os 5 anos. 

Em 1434 pacientes com índice médio de massa ventricular basal de 146 g/m2 (intervalo de 133 a 168 g/m2) observou-se uma regressão de 14,5% em uma média de 126 g/m2 ao ano. 

Após realizar múltiplos ajustes observou-se que quanto maior era a regressão da massa ventricular após um ano menor a mortalidade (HR: 0,95 por cada 10% de regressão, p = 0,004).


Leia também: Posição da Sociedade Europeia de Intervencionismo durante a pandemia.


A hipertrofia severa observada em 39% dos pacientes foi um fator independente de mortalidade por qualquer causa com associações similares à mortalidade cardiovascular e as re-hospitalizações. Este é o motivo pelo qual a regressão da massa ventricular teve impacto justamente na diminuição destes desfechos. 

Conclusão

A regressão da hipertrofia ventricular um ano após a realização do TAVI se associa a uma diminuição da mortalidade e das re-hospitalizações em 5 anos. Estes achados podem ter impacto no que se refere ao momento mais oportuno para realizar o procedimento e em relação ao tratamento médico pós-TAVI.

Título original: Regression of Left Ventricular Mass After Transcatheter Aortic Valve Replacement The PARTNER Trials and Registries.

Referência: Katherine H. Chau et al. J Am Coll Cardiol 2020;75:2446–58.


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