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A perspectiva de longo prazo muda a forma de revascularizar uma síndrome coronariana aguda

Os resultados a longo prazo respaldam a revascularização completa em pacientes que foram admitidos cursando uma síndrome coronariana aguda com múltiplos vasos.

infarto peri-procedimiento

Este grande registro contemporâneo recentemente publicado no J Am Coll Cardiol Intv. mostrou que a revascularização completa ganha terreno na prática cotidiana e que está associada a um benefício clínico em pacientes cursando uma síndrome coronariana aguda. 

Foram incluídos 9094 indivíduos com síndrome coronariana aguda e doença de múltiplos vasos (> 70% de estenose em 2 ou mais vasos epicárdicos) que tinham sido submetidos a angioplastia. 

Analisou-se a associação entre a revascularização completa vs. a incompleta com relação a desfechos como morte por qualquer causa e novo infarto do miocárdio. 

66% do total recebeu revascularização completa e foram comparados com os 34% restantes. 


Leia também: Rápida diminuição dos anticorpos nos doentes com manifestação leve de COVID-19.


O desfecho primário em 5 anos ocorreu com menor frequência naqueles que receberam revascularização completa (15,4% vs. 22,2%; HR: 0,78; IC 95%: 0,73 a 0,84; p < 0,0001).

A revascularização repetida combinada com morte por qualquer causa e infarto esteve dentro dos desfechos secundários e também apresentou melhores resultados com a revascularização completa (23,3% vs. 37,5%; HR: 0,61; IC 95%: 0,58 a 0,65; p < 0,0001).

Cada um dos desfechos anteriores, quando comparados separadamente, também foram significativamente superiores com a revascularização completa: morte por qualquer causa (HR: 0,79; IC 95%: 0,73 a 0,86; p = 0,0004), novo infarto do miocárdio  (HR: 0,76; IC 95%: 0,69 a 0,84; p < 0,0001) e revascularização repetida (HR: 0,53; IC 95%: 0,49 a 0,57; p < 0,0001).

Conclusão

Os resultados do seguimento de 5 anos deste grande registro contemporâneo de pacientes com síndromes coronarianas agudas e doença de múltiplos vasos sugere que a revascularização completa é habitual na prática clínica cotidiana e que se associa a um benefício significativo no que se refere aos desfechos clínicos. 

Título original: Long-Term Outcomes of Complete Revascularization With Percutaneous Coronary Intervention in Acute Coronary Syndromes.

Referência: Kevin R. Bainey et al. J Am Coll Cardiol Intv 2020;13:1557–67. https://doi.org/10.1016/j.jcin.2020.04.034.


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