Prevalência de aterosclerose coronariana subclínica na população geral

A detecção precoce da doença coronariana utilizando TAC e escore de Cálcio poderia ajudar a planificar estratégias com anos de antecedência. Neste trabalho a TAC foi utilizada para determinar a prevalência e as características da doença aterosclerótica na população geral. 

aterosclerosis coronaria subclínica

Adquiriram-se imagens sem contraste para o escore de Cálcio. Posteriormente, todas as imagens com potencial aterosclerótico foram avaliadas por segmento. Os segmentos foram divididos em: ausência de aterosclerose, estenose de entre 1% e 49% e estenose > 50%.

Foi incluída a incrível quantidade de 25.182 indivíduos de entre 50 e 64 anos que não sabiam que eram pacientes com doença coronariana.  

Em quase a metade dos casos (42,1%) a tomografia conseguiu encontrar algum sinal de doença coronariana; lesões > 50% em 5,2%; e lesões no tronco da coronária esquerda, descendente anterior proximal ou lesões em três vasos em 1,9% dos casos. E como se o anteriormente relatado fosse pouco, 8,3% da população apresentou placas não calcificadas. 

Os achados de doença foram ganhando prevalência à medida que aumentava a idade e que iam sendo analisados os segmentos mais proximais. 

Todos os indivíduos com um escore de cálcio > 400 apresentaram doença e a metade apresentou estenoses significativas (até aqui, nenhuma surpresa). 


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Entretanto, naqueles indivíduos como um escore de cálcio de 0 observou-se 5,5% de doença e 0,4% de doença obstrutiva. Um escore de cálcio de 0 somado a um risco intermediário de doença coronariana nos levam a 9,2% de doença confirmada por tomografia. 

Conclusão

A tomografia nos mostra que a doença aterosclerótica está presente em quase a metade de uma enorme população aparentemente sadia. Um escore de Cálcio alto garante achados de doença mas um escore de cálcio de 0 não oferece garantias. 

Título original: Prevalence of Subclinical Coronary Artery Atherosclerosis in the General Population.

Referência: Göran Bergström et al. Circulation. 2021;144:916–929. DOI: 10.1161/CIRCULATIONAHA.121.055340.


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