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Deveríamos começar a pensar novamente nos stents bioabsorvíveis?

A revascularização coronariana com DES é muito frequente, especialmente nas síndromes coronarianas agudas. Porém, os stents metálicos são corpos estranhos permanentes que geram a ativação de todo o sistema de inflamação. 

¿Deberíamos comenzar a pensar nuevamente en los stents bioabsorbibles?

A utilização de stents bioabsorvíveis (BRS) surgiu como uma alternativa para fazer frente a esse desafio. Embora com o estudo ABSORB os resultados iniciais não tenham sido os esperados (talvez por falta de desenvolvimento tecnológico), com o novo stent MAGMARIS de segunda geração pode ser que esteja começando uma nova etapa no desenvolvimento desses dispositivos. 

Foi feita uma análise de um único centro dos stents bioabsorvíveis implantados desde 2012 até 2020 em pacientes com síndromes coronarianas agudas, comparando-se a evolução do stent MAGMARIS (MAG) em 193 pacientes e do ABSORB (ABS) em 160.

O desfecho primário foi a combinação de segurança que incluiu morte por qualquer causa, infarto e trombose definitiva ou provável em 30 dias e em um ano. 

A idade média foi de 65 anos, 37% dos pacientes eram diabéticos, 85% eram hipertensos, 4% apresentavam fibrilação atrial, 38% tinham sido submetidos a ATC prévia. Os pacientes tratados com MAG mostraram um maior índice de angina instável e IAM sem elevação do segmento ST. Por outro lado, apresentaram uma maior fração de ejeção (60% vs. 55%; p < 0,001).

Leia também: Uma boa notícia para a trombólise guiada por Cateter em tromboembolismo pulmonar.

Em todos os casos fez-se uma correta pré-dilatação e preparação da lesão para o implante do stent. A artéria mais frequentemente tratada foi a descendente anterior (DA): receberam 1,2 stents/paciente e dupla antiagregação. 

Em 30 dias e em um ano o desfecho primário esteve a favor do MAG (0% vs. 3,1% p = 0,018 e 1,5% vs. 8,1% p = 0,003), liderado pela ocorrência de infarto e trombose do stent nos pacientes tratados com ABS em 30 dias. 

Também em 30 dias, o TLF foi menor com o MAG. Em 12 meses o MAGMARIS apresentou menor TLF, dirigido pela menor presença de trombose do stent e infarto. 

Conclusão

Os dados do presente estudo mostram maior segurança e uma evolução clínica mais favorável do stent bioabsorvível de Magnésio MAGMARIS em comparação com o polímero do Absorb.  

Dr. Carlos Fava - Consejo Editorial SOLACI

Dr. Carlos Fava.
Membro do Conselho Editorial da SOLACI.org.

Título Original: Outcomes of the two generations of bioresorbable scaffolds (Magmaris vs. Absorb) in acute coronary syndrome in routine clinical practice.

Referência: Piotr Rola, et al. Cardiology Journal, ON LINE FIRST DOI: 10.5603/CJ.a2022.0047. 


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