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AAS durante cirurgias não cardíacas: somente em pacientes com angioplastia prévia

Uma nova análise do estudo POISE-2 sugere que a aspirina não deveria ser suspensa antes de uma cirurgia não cardíaca em pacientes com antecedente de angioplastia coronariana, mesmo que a angioplastia tenha sido feita vários anos antes.

AAS durante cirugías no cardíacas: solamente en pacientes con angioplastia previa

É mais provável que aqueles pacientes com histórico de angioplastia coronariana que necessitam cirurgia cardíaca se beneficiem com a manutenção da aspirina evitando trombose do que se prejudiquem pelo risco de sangramento. Esta é uma análise post hoc do estudo original, motivo pelo qual as conclusões são somente geradoras de hipóteses, embora não por isso deixem de ser interessantes.


Leia também: O tratamento endovascular parece superior à cirurgia em aneurismas rotos”.


O estudo POISE-2 original se realizou em 135 centros de 35 países e randomizou 10.010 pacientes que requeriam uma cirurgia não cardíaca a aspirina perioperatória ou placebo. O trabalho não encontrou diferenças entre os grupos no que se refere a morte ou infarto em 30 dias, mas sim um aumento do risco de sangramento no grupo aspirina.

 

A presente análise, que não estava pré-especificada no estudo original, centrou-se nos 470 pacientes randomizados que tinham o antecedente de angioplastia coronariana.

 

Todos os pacientes que tinham recebido um stent farmacológico dentro do primeiro ano e um stent convencional dentro das 6 semanas foram excluídos da análise já que nestes pacientes já existe evidência a favor da manutenção da aspirina.


Leia também: Oclusão do forame oval para tratar a enxaqueca”.


O tempo médio entre a angioplastia e a cirurgia foi de 64 meses (5,3 anos) e a maioria dos pacientes tinha o antecedente de um stent convencional.

 

Diferentemente do que se observou no trabalho global, os pacientes que tinham o antecedente de angioplastia foram significativamente beneficiados pelo uso da aspirina com uma redução da mortalidade e do infarto em 30 dias (6% vs. 11%; HR 0,5). Tal diferença esteve conduzida basicamente pelos infartos já que a mortalidade foi similar e, não menos importante, o risco de sangramento também foi similar.


Leia também: TAVI em insuficiência aórtica pura, novos dispositivos com novos resultados”.


Foi negativa uma análise adicional sobre o antecedente de doença coronariana em si. Somente a angioplastia prévia com stent justificaria manter a aspirina.

 

Título original: Aspirin in patients with previous percutaneous coronary intervention (PCI) undergoing noncardiac surgery: the POISE-2 PCI substudy.

Referência: Graham MM et al. American Heart Association 2017 Scientific Sessions.


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