ACC 2020 Virtual | ISCHEMIA-CKD: Estratégia invasiva vs. tratamento médico em pacientes de maior risco

Este trabalho pré-especificado no protocolo original incluiu 777 pacientes com insuficiência renal crônica. Ditos pacientes conformam uma população de especial maior risco e sobre os quais talvez seja vantajoso utilizar uma estratégia inicial mais agressiva. 

A taxa de morte ou infarto (desfecho primário combinado) foi de 36,4% para a estratégia invasiva vs. 36,7% para a estratégia inicialmente conservadora com tratamento médico ótimo (HR 1,01; IC 95% 0,79-1,29). 

Os desfechos secundários como a taxa de morte como evento separado, infarto não fatal, hospitalização por angina instável, insuficiência ou paradas cardíacas também foram praticamente idênticos, com 38,5% vs. 39,7%, respectivamente (HR 1,01; IC 95% 0,79 a 1,29).

A taxa de AVC foi maior com a estratégia invasiva (HR 3,76; IC 95% 1,52-9,32) bem como o risco de diálise (HR 1,48; IC 95% 1,04-2,11).


Leia também: ACC 2020 Virtual | O controverso estudo ISCHEMIA chega finalmente a NEJM.


E como se não fosse suficiente, os pacientes com insuficiência renal crônica nem sequer apresentaram melhora dos sintomas com a revascularização. 

ischemia-ckd

Título original: Management of coronary disease in patients with advanced kidney disease.

Referência: Bangalore S et al. N Engl J Med. 2020; Epub ahead of print y presentado en forma virtual en el ACC 2020.


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Sua opinião nos interessa. Pode deixar abaixo seu comentário, reflexão, pergunta ou o que desejar. Será mais que bem-vindo.

Mais artigos deste autor

CRT 2026 | CUT-DRESS Trial: preparação da lesão com cutting balloon

A reestenose intra-stent (RIS) continua representando um desafio clínico relevante na prática contemporânea da angioplastia coronariana. Apesar dos avanços nos stents farmacológicos, a hiperplasia...

CRT 2026 | Clopidogrel vs. aspirina como monoterapia a longo prazo após uma angioplastia coronariana

O uso de aspirina como terapia antiplaquetária crônica após uma angioplastia coronariana (PCI) foi historicamente o padrão recomendado pelas diretrizes internacionais. No entanto, estudos...

Dispositivos bioabsorvíveis vs DES em pacientes com alto risco de reestenose. Seguimento de 7 anos do estudo COMPARE-ABSORB

Estudos com stents farmacológicos (DES) de segunda geração demonstraram que a taxa de falha da lesão-alvo (TLF) aumenta de forma linear até 5 ou...

Impella sem introdutor femoral: uma nova estratégia para reduzir complicações vasculares na PCI de alto risco?

Os pacientes com doença coronariana complexa ou choque cardiogênico submetidos a angioplastia coronariana percutânea (PCI) podem se beneficiar do suporte hemodinâmico proporcionado por dispositivos...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

CRT 2026 | NAVITOR IDE: resultados hemodinâmicos e durabilidade em seguimento de 5 anos de uma válvula aórtica transcateter intra-anular autoexpansível

À medida que o TAVI se expande a uma população mais jovem e de menor risco cirúrgico, a durabilidade das próteses passa a ser...

CRT 2026 | TAVI-CLOSE Trial: dupla sutura + plugue para oclusão vascular após TAVI transfemoral

O acesso transfemoral é a estratégia predominante para o implante percutâneo da valva aórtica (TAVI). Embora as complicações vasculares não sejam, na atualidade, tão...

CRT 2026 | CUT-DRESS Trial: preparação da lesão com cutting balloon

A reestenose intra-stent (RIS) continua representando um desafio clínico relevante na prática contemporânea da angioplastia coronariana. Apesar dos avanços nos stents farmacológicos, a hiperplasia...