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Diferentes opções em hipersensibilidade à aspirina e angioplastia coronária.

Título original: Efficacy and Safety of Available Protocols for Aspirin Hypersensitivity for Patients Undergoing Percutaneous Coronary Intervention. A Survey and Systematic Review. Referência: Bianco M et al. Circ Cardiovasc Interv. 2016 Jan;9(1):e002896.

Ainda não há certezas sobre qual é a melhor estratégia a seguir em pacientes com hipersensibilidade à aspirina quando os mesmos devem receber angioplastia coronária.

Realizou-se uma busca sistemática na qual foram incluídos 11 estudos com um total de 283 pacientes. O desfecho primário foi a alta hospitalar com o paciente recebendo aspirina, enquanto que a taxa de eventos adversos foi o desfecho secundário.

Somente um dos estudos relevados avaliou um protocolo de administração endovenosa de aspirina para conseguir a dessensibilização obtendo uma alta eficácia (98%) e poucos eventos adversos quando comparado com todo o resto dos protocolos que contemplam a administração oral de aspirina em doses crescentes.

Não foram observadas diferenças significativas nos protocolos de dessensibilização por via oral (mais ou menos fracionados) em termos de eficácia, enquanto que a incidência de rash e angioedema reportados foi maior nos protocoles que utilizaram menos de 6 doses escalonadas.
No seguimento, 65% dos cardiologistas de cabeceira dos pacientes manejaram a hipersensibilidade mudando o regime terapêutico (por exemplo, usando clopidogrel como monoterapia).

Apesar dos dados de segurança prévios, os protocolos de dessensibilização foram utilizados somente por 42% dos cardiologistas.

Conclusão
Os protocolos existentes para tratar a hipersensibilidade à aspirina são seguros e efetivos e representam uma opção factível para pacientes que necessitam dupla antiagregação plaquetária e são alérgicos à aspirina.

Comentário editorial
Um dos protocolos possíveis de dessensibilização é administrar, por via oral, 6 doses crescentes de aspirina (1, 5, 10, 20, 40 e 100 mg) em um período de 5.5 horas com a administração concomitante ou não de corticoides e anti-histamínicos. Segundo este trabalho, as doses consecutivas não deveriam ser menos de 6 pelo maior risco de angioedema e rash cutâneo.

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