TCT 2017 | FAME 2 em 3 anos: melhores resultados com angioplastia e a um custo similar ao tratamento médico

Gentileza da SBHCI.

A angioplastia em pacientes com angina crônica estável e lesões coronarianas funcionalmente significativas melhora os resultados clínicos e a qualidade de vida a longo prazo quando comparada com o tratamento médico ótimo unicamente. Além disso, a estratégia invasiva se torna cada vez mais custo-efetiva à medida que os anos passam.

FAME 2 a 3 años: mejores resultados con angioplastia y a un costo similar que el tratamiento médico

Previamente o FAME 2 tinha demonstrado que a angioplastia é mais onerosa, mas com a redução de custos relacionada à não realização de novas revascularizações, a lacuna foi diminuindo até desaparecer.

 

O estudo reforça a ideia de que quanto maior o montante isquêmico, maior o benefício da revascularização.


Leia também: “TCT 2017 | ORBITA: o efeito placebo da angioplastia”.


O FAME 2 incluiu 1.220 pacientes em 28 centros da Europa e dos Estados Unidos. Todos tinham angina crônica estável e lesões significativas constatadas por angiografia. O FFR foi medido em todas as lesões alvo, e aqueles pacientes com pelo menos uma lesão com um resultado ≤ 0,8 (73% da população) foram randomizados a tratamento médico ótimo com ou sem angioplastia guiada por FFR. 23% da população que não apresentava nenhuma lesão com FFR ≤ 0,8 foi incluída em um registro e recebeu tratamento médico ótimo unicamente.

 

O estudo teve de ser finalizado precocemente quando a análise interina revelou muitos eventos no grupo angioplastia guiada por FFR.

 

Os dados do seguimento de 3 anos demonstram que os pacientes que receberam somente tratamento médico ótimo apresentaram uma taxa de desfecho primário (combinação de morte, infarto ou revascularização urgente) de 22% vs. somente 10,1% dos que receberam tratamento médico ótimo e angioplastia guiada por FFR (p < 0,001).


Leia também: TCT 2017 | PREVAIL: Resultados finais do dispositivo Watchman”.


A morte e os infartos foram numericamente mais baixos no ramo angioplastia, mas não alcançaram a significância estatística, diferentemente das revascularizações urgentes que foram 4 vezes mais frequentes nos pacientes que receberam tratamento médico. Este último fator foi o que, de fato, inclinou a balança (17,2% vs. 4.3%; p < 0,001).

 

Os sintomas anginosos foram menores em todos os cortes de tempo até os 3 anos com angioplastia, o que provavelmente motivou um crossover de 44% de tratamento ótimo a angioplastia.

 

Gentileza da SBHCI.

 

Título original: Clinical outcomes and cost-effectiveness of fractional flow reserve-guided percutaneous coronary intervention in patients with stable coronary artery disease: three-year follow-up of the FAME 2 trial.

Apresentador: William F. Fearon.

 


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