A fragilidade: quando chegamos demasiadamente tarde para a abordagem da isquemia crítica de membros inferiores

Esta condição que se fez comum entre os pacientes que recebem TAVI se expandiu a quase todos os pacientes que tratamos e sempre com o mesmo resultado: o prognóstico é muito pior, inclusive tão ruim como para justificar a difícil decisão de seguir adiante. A associação entre fragilidade e mal prognóstico é fácil de ser feita e surge do senso comum, os estudos simplesmente lhes determinam um número. O difícil é defini-la, já que muitos aspectos de dita associação são extremamente subjetivos.

isquemia crítica de miembros inferioresEste trabalho não surpreende por seus resultados, mas confere números ao que já imaginávamos.

 

Foram incluídos prospectivamente 643 pacientes com isquemia crítica de membros inferiores, dentre os quais 486 foram tratados com terapia endovascular e 157 com cirurgia. 9 escalas clínicas de fragilidade foram utilizadas em cada um dos pacientes e os mesmos foram divididos em três grupos, conforme o nível de fragilidade: baixa (nível 1 a 3, com 213 pacientes); intermediária (nível 4 a 6, com 196 pacientes) alta (nível 7 a 3, com 213 pacientes). Os pacientes receberam seguimento de 2 anos.


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A sobrevida nos grupos de baixa, intermediária e alta fragilidade foi de 80,5%, 63,1% e 49,3%, respectivamente (p < 0,001). A sobrevida livre de amputação foi de 77,9%, 60,5% e 46,2%, respectivamente (p < 0,001).

 

Na análise multivariada, a maior fragilidade se associou de maneira independente à mortalidade por qualquer causa e à combinação de mortalidade por qualquer causa e amputação. Dita associação foi observada tanto nos pacientes ≤ 75 anos quanto nos > 75 anos, tanto naqueles que receberam terapia endovascular quanto nos que foram submetidos a cirurgia, e tanto naqueles que apresentavam insuficiência renal quanto nos que tinham a função renal conservada.


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A fragilidade chegou para ficar nesta prática cotidiana, embora a praticidade de calcular vários escores esteja longe da realidade.

 

Conclusão

A fragilidade se associou de maneira independente à mortalidade e amputação maior em 2 anos em pacientes com isquemia crítica de membros inferiores sem importar a idade, o tipo de revascularização ou o grau da insuficiência renal.

 

Título original: Impact of Frailty on Clinical Outcomes in Patients With Critical Limb Ischemia.

Referência: Yasuaki Takeji et al. Circ Cardiovasc Interv. 2018;11:e006778.

 

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