AHA 2018 | Safenectomia endoscópica em pacientes para cirurgia de revascularização miocárdica

Para aqueles pacientes que forem ser submetidos a revascularização miocárdica, a extração endoscópica das veias safenas em mãos experientes é similar ao método tradicional em termos de eventos segundo este trabalho randomizado apresentado no Congresso da AHA e simultaneamente publicado no NEJM.

AHA 2018 | Safenectomía endoscópica en pacientes para cirugía de revascularización miocárdicaEste trabalho, chamado REGROUP, pôde demonstrar que os pacientes se recuperam mais rapidamente podendo deambular no dia seguinte ou em 2 dias após a cirurgia. Também foram observadas menos infecções e menos dor.

 

Este trabalho também mostra que, ao menos a médio prazo, a qualidade da veia extraída não é afetada pelo tipo de procedimento, isto é, aberto ou endoscópico.

 

O estudo randomizou 1.150 pacientes que tinham indicação de cirurgia de revascularização miocárdica para extração da safena de maneira convencional (n = 574) ou endoscópica (n = 576) entre 2014 e 2017. É importante ressaltar que todos os operadores eram experientes já que tinha realizados ao menos 100 procedimentos de extração endoscópica e com menos de 5% de conversão ao método convencional.


Leia também: AHA 2018 | PIONEER-HF: sacubitril/valsartan em insuficiência cardíaca aguda descompensada.


Não se observaram diferenças em termos de eventos cardiovasculares combinados ou seus componentes individuais em uma média de seguimento de 2,78 anos.

 

Título original: Randomized trial of endoscopic or open vein-graft harvesting for coronary-artery bypass.

Referência: Zenati MA et al. N Engl J Med. 2018; Epub ahead of print.

 


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Sua opinião nos interessa. Pode deixar abaixo seu comentário, reflexão, pergunta ou o que desejar. Será mais que bem-vindo.

Mais artigos deste autor

DAPT ≤ 30 dias após angioplastia coronariana com balão eluidor de fármaco

A angioplastia coronariana com balão eluidor de fármaco (DCB) sem implante de stent se consolidou como uma alternativa válida em diversos cenários clínicos, particularmente...

É necessário usar o IVUS de forma rotineira na angioplastia do tronco da coronária esquerda?

A angioplastia do tronco da coronária esquerda não protegido é um procedimento de grande complexidade devido ao amplo território miocárdico em risco e às...

Registros Dual-Prep: aterectomia e IVL em calcificação coronariana severa

A calcificação coronariana severa continua sendo um dos cenários mais complexos da angioplastia coronariana. Embora a aterectomia rotacional (AR) ou orbital e a litotripsia...

Heparina pré-hospitalar no SCACEST: uma estratégia segura que proporciona maior reperfusão precoce

A reperfusão precoce continua sendo o principal determinante prognóstico nos pacientes com infarto agudo do miocárdio com elevação do ST (SCACEST). Embora a angioplastia...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Redo-TAVI: resultados em seguimento de 30 dias com a utilização de SAPIEN 3

As 4 indicações para o implante transcateter da valva aórtica (TAVI) se ampliaram rapidamente para incluir pacientes de risco intermediário e baixo, estendendo seu...

DAPT ≤ 30 dias após angioplastia coronariana com balão eluidor de fármaco

A angioplastia coronariana com balão eluidor de fármaco (DCB) sem implante de stent se consolidou como uma alternativa válida em diversos cenários clínicos, particularmente...

Progressão da doença coronariana após o TAVI: análise por meio de QCA e QFR

A coexistência de doença coronariana e estenose aórtica severa é frequente nos pacientes submetidos a implante transcateter valvar aórtico (TAVI). No entanto, ainda é...