AHA 2018 | Seguimento a longo prazo do Freedom: mantém-se o benefício a favor da cirurgia

A quase 8 anos de seguimento a cirurgia mantém a vantagem em termos de mortalidade por sobre a angioplastia em pacientes diabéticos com múltiplos vasos segundo o estudo Freedom, apresentado pelo Dr. Fuster no congresso da AHA e simultaneamente publicado no JACC.

AHA 2018 | Seguimiento a largo plazo del Freedom: se mantiene el beneficio a favor de la cirugíaA cirurgia se mantém superior à angioplastia observando-se 36% mais de mortalidade quando se trata deste último procedimento.

 

Considerando a natureza da doença aterosclerótica, onde os resultados são vistos a longo prazo, os relatórios iniciais do Freedom em uma média de 3,8 anos e de 6 anos pareciam abarcar pouco tempo para comparar as duas estratégias de revascularização, mais ainda considerando um desfecho primário como a mortalidade.

 

No primeiro relatório com 3,8 anos de seguimento, a mortalidade por qualquer causa foi de 16,3% e de 10,9% para a angioplastia e a cirurgia, respectivamente (p = 0,05). Após 7,5 anos a mortalidade foi de 23,7% e 18,7%, respectivamente.


Leia também: AHA 2018 | Os novos guias de dislipidemia respaldam a terapia sem estatinas e a busca de cálcio coronariano.


A diferença a favor da cirurgia foi observada praticamente em todos os subgrupos e os jovens foram ainda mais favorecidos pela cirurgia.

 

Para aqueles pacientes de 63,3 anos ou mais jovens a mortalidade com cirurgia foi de 10,2% vs. 20,7% no final de seguimento (p = 0,01 de interação para a idade).

 

Tanto para os guias Americanos como para os Europeus a cirurgia tem uma recomendação classe I com nível de evidência B para todos os diabéticos com múltiplos vasos, sem importar o escore de Syntax.

 

Título original: Long-term survival following multivessel revascularization in patients with diabetes (FREEDOM Follow-On study).

Referência: Farkouh ME et al. J Am Coll Cardiol. 2018;Epub ahead of print.


Suscríbase a nuestro newsletter semanal

Reciba resúmenes con los últimos artículos científicos

Su opinión nos interesa. Puede dejar su comentario, reflexión, pregunta o lo que desee aquí abajo. Será más que bienvenido.

Mais artigos deste autor

É necessário usar o IVUS de forma rotineira na angioplastia do tronco da coronária esquerda?

A angioplastia do tronco da coronária esquerda não protegido é um procedimento de grande complexidade devido ao amplo território miocárdico em risco e às...

Registros Dual-Prep: aterectomia e IVL em calcificação coronariana severa

A calcificação coronariana severa continua sendo um dos cenários mais complexos da angioplastia coronariana. Embora a aterectomia rotacional (AR) ou orbital e a litotripsia...

Heparina pré-hospitalar no SCACEST: uma estratégia segura que proporciona maior reperfusão precoce

A reperfusão precoce continua sendo o principal determinante prognóstico nos pacientes com infarto agudo do miocárdio com elevação do ST (SCACEST). Embora a angioplastia...

Rupturas de placa en artérias não culpadas: seguimento com imagens intravasculares

A ruptura de placa continua sendo um dos mecanismos fisiopatológicos mais importantes nas síndromes coronarianas agudas. No entanto, nem todas as rupturas se manifestam...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Técnica UNICORN para prevenir a obstrução coronariana durante o TAVI: resultados iniciais de um estudo multicêntrico

A obstrução coronariana é uma complicação pouco frequente, mas potencialmente catastrófica, do implante transcateter da valva aórtica (TAVI), especialmente em procedimentos valve-in-valve, TAV-in-TAV ou...

Espaço do Fellow – Caso 2: Infarto Agudo do Miocárdio por Oclusão Simultânea de Duas Artérias Coronárias

Compartilhe sua experiência. Aprenda com especialistas. Cresça como intervencionista. Chega uma nova edição do Cantinho do Fellow, um espaço de intercâmbio acadêmico criado para que...

Supera vs. Eluvia em lesões femorpoplíteas calcificadas com calcificação severa

A calcificação seveera continua sendo um dos principais preditores de reestenose e de necessidade de novas revascularizações após o tratamento endovascular da doença femoropoplítea....