Custo-efetividade do TAVI em pacientes de risco intermediário

Análises econômicas prévias tinham demonstrado que o implante percutâneo da valva aórtica (TAVI) é custo-efetivo (embora isso não implique economia de dinheiro) em pacientes de alto risco em comparação com a substituição cirúrgica. Em pacientes de risco intermediário esta equação era uma especulação até a publicação deste trabalho no Ciruculation.

El TAVI sin predilatación es factible y seguroOs custos e a durabilidade começaram a figurar entre as perguntas dos médicos desde o momento em que o PARTNER 2 demonstrou uma taxa similar de morte e AVC entre as duas estratégias.

 

Entre 2011 e 2014 foram incluídos um total de 3.110 pacientes com estenose aórtica severa de risco intermediário randomizados a TAVI ou cirurgia.

 

Do total, 2.032 pacientes foram randomizados a receber a Sapien XT ou cirurgia no PARTNER 2A, ao passo que outros 1.078 pacientes adicionais foram incluídos no registro PARTNER S3i, no qual se utilizou a última geração da válvula expansível por balão que oferece um menor perfil e um colar desenhado para reduzir a regurgitação paravalvar.


Leia também: Revascularização em pacientes com múltiplos vasos, diabetes e insuficiência renal.


Os custos foram calculados mediante diferentes métodos e aqui é difícil generalizar, já que cada país ou região pode ter diferentes valores, de acordo com a relação entre o dólar e a moeda local, intermediários, entre outros fatores. Para este trabalho, em termos globais o TAVI foi mais caro que a cirurgia, mas na internação índice esta diferença foi relativamente pequena quando se utilizou o dispositivo XT e o TAVI acabou sendo mais barato que a cirurgia quando se utilizou a última geração (p < 0,001), basicamente devido a uma redução da estadia hospitalar.

 

À medida que o tempo de seguimento foi passando os custos favoreceram cada vez mais o TAVI e temos que somar a isso a melhora da qualidade de vida.

 

Conclusão

Em pacientes de risco intermediário é possível projetar que o TAVI é economicamente menos oneroso que a cirurgia – pelo menos a partir da perspectiva do sistema de saúde dos Estados Unidos – já que proporciona tanto uma melhora da qualidade de vida ajustada quanto menores custos monetários. O mesmo pode não ser válido para todas as realidades e para todas as economias, especialmente na América Latina.

 

Título original: Cost-Effectiveness of Transcatheter Versus Surgical Aortic Valve Replacement in Patients With Severe Aortic Stenosis at Intermediate Risk. Results From the PARTNER 2 Trial.

Referência: Suzanne J. Baron et al. Circulation. 2019;139:877–888.

 


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