As válvulas modernas diminuem a necessidade de marca-passo

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

O TAVI já demonstrou seu benefício nos diferentes grupos de risco, mas um dos desafios é a diminuição da necessidade de marca-passo, que no que às válvulas autoexpansíveis se refere, continua sendo alta em comparação com as válvulas expansíveis por balão.

Marca-passo com o fio-guia 0,035”Foram incluídos 203 pacientes com estenose aórtica severa que receberam TAVI com válvula autoexpansível CENTERA (Edwards Lifesciences, Irvine, Califórnia).

 

A idade foi de 82 anos, dois terços dos pacientes eram mulheres, o STS foi de 6,1%, o EuroSCORE II foi de 5,1%, a maioria em CF III ou IV, o deterioro da função renal foi de 33,5%, o uso de marca-passo prévio foi de 7,9% e a fração de ejeção foi de 55%.

 

Após 30 dias a mortalidade foi de 1%, o AVC foi de 4%, o AVC incapacitante foi de 2,5%, o IAM foi de 1,5%, a necessidade de marca-passo permanente foi de 4,9% e o sangramento maior foi de 14,4%.


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Após um ano de seguimento a mortalidade global foi de 9,1%, a mortalidade cardiovascular foi de 4,6%, o AVC incapacitante foi de 4,1%, a necessidade de implante de um novo marca-passo foi de 6,5%, a re-hospitalização por causa cardíaca foi de 6,8%. Na análise ecocardiográfica o gradiente médio foi de 8,1 ± 4,7 mmHg, a área efetiva foi de 1,7 ± 0,42 cm2 sem regurgitação de moderada a severa.

 

Conclusão

O estudo CENTERA-EU demonstrou ser efetivo e seguro a médio prazo com a válvula CENTERA. Além de um abaixa mortalidade, manteve sua performance hemodinâmica e uma baixa necessidade de marca-passo pós implante com estenose severa de alto risco.

 

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

 

Título original: 1-Year Outcomes of the CENTERA-EU Trial Assessing a Novel Self-Expanding Transcatheter Heart Valve.

Referência: Didier Tchétché, et al. J Am Coll Cardiol Intv 2019;12:673–80


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