EuroPCR 2019 | As imagens intravasculares são quase imprescindíveis para a planificação de uma angioplastia

O custo e o tempo são os dois inimigos das imagens intravasculares, embora a falta de experiência também possa ter um papel relevante neste cenário.

O novo consenso de especialistas da European Association of Percutaneous Cardiovascular Interventions (EAPCI) apresenta no EuroPCR 2019 não só a necessidade de utilizar imagens, mas também a importância da utilização das imagens intracoronarianas no contexto de síndromes coronarianas agudas e coronariografias ambíguas para guiar com estes achados a intervenção de acordo com as características da placa.

O tempo do procedimento e os custos são frequentemente citados como obstáculos para a utilização do IVUS e da OCT, embora os especialistas considerem que a maior barreira é a falta de experiência dos operadores para interpretar as imagens.

Este novo documento é a sequência da “parte 1” apresentada no PCR do ano passado, onde se deixou claro que o uso de imagens intracoronarianas melhora a seleção de pacientes e otimiza o procedimento. A “segunda parte” foi apresentada ontem e simultaneamente publicada no European Heart Journal e respaldada por várias sociedades científicas do mundo.


Leia também: EuroPCR 2019 | O seguimento a longo prazo dos novos bloqueios do ramo esquerdo pós-TAVI é tranquilizador com certas precauções.


Os últimos guias Europeus de revascularização miocárdica subiram a recomendação da OCT a classe IIa para a otimização do implante do stent, igualando assim a indicação do IVUS neste contexto. O IVUS deve ser considerado para avaliar a severidade do tronco da coronária esquerda (classe IIa) e ambos os estudos (IVUS e OCT) devem ser estimados para detectar problemas mecânicos que levem à reestenose (classe IIa).

Entre os dois PCR surgiu mais evidência que respalda o uso de imagens intracoronarianas. O estudo ULTIMATE apresentado no TCT 2018 mostrou uma redução absoluta de risco de 2,5 em falha da lesão alvo utilizando IVUS em pacientes que receberam DES vs. unicamente angioplastia.

As imagens não são apenas uma ferramenta durante o implante do stent. Elas também nos ajudam a entender melhor a morfologia da placa, sua composição, e a detectar lesões culpadas e marcadores de vulnerabilidade.

Título original:  Clinical use of intracoronary imaging. Part 2: acute coronary syndromes, ambiguous coronary angiography findings, and guiding interventional decision-making: an expert consensus document of the European Association of Percutaneous Cardiovascular Interventions.

Referência: Johnson T et al. Eur Heart J. 2019; Epub ahead of print.


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