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Estratégia MIDAS: minimizar a profundidade do implante de acordo com o septo membranoso

O implante de marca-passo após o implante percutâneo da valva aórtica (TAVI) continua sendo uma complicação bastante frequente. Embora a evidência acerca do real impacto desta complicação sobre o prognóstico seja controversa, não deixa de ser um custo para o sistema de saúde e um incômodo para o paciente. 

¿Fin de la discusión sobre el impacto del marcapaso post TAVI?

Este trabalho, que proximamente será publicado no J Am Coll Cardiol Intv, avaliou como minimizar o risco de marca-passos definitivos pós-TAVI com a prótese contemporânea autoexpansível e reposicionável. 

Foram incluídos 248 pacientes consecutivos com estenose aórtica severa que receberam TAVI com a prótese autoexpansível sob sedação consciente e acesso padrão. Analisaram-se múltiplos fatores que poderiam contribuir para aumentar a taxa de marca-passos definitivos e com isso se gerou um guia anatômico para minimizar a profundidade do implante do dispositivo de acordo com o septo membranoso (MIDAS). A ideia com esta técnica é realizar o implante em uma profundidade menor que a distância que existe entre o seio não coronariano e o septo membranoso. 


Leia também: A era do stent provisional para as bifurcações parece chegar ao fim.


Os preditores de marca-passo definitivo pós-implante foram o bloqueio prévio do ramo direito, a distância do septo membranoso, os dispositivos de maior tamanho (Evolut 34 XL) e uma profundidade do implante maior que a distância entre a cúspide não coronariana e o septo membranoso. 

Na análise multivariada os únicos preditores independentes foram uma profundidade do implante maior que a distância ao seio membranoso (OR: 8,04 IC 95%: 2,58 a 25,04]; p < 0,001) e a prótese Evolut 34 XL (OR: 4,96 IC 95%: 1,68 a 14,63]; p = 0,004).

A técnica MIDAS foi realizada de forma prospectiva nos 100 pacientes consecutivos posteriores a esta análise. Os operadores tiveram como meta uma profundidade do implante menor que a distância entre o seio não coronariano e o septo membranoso. 

Com esta técnica reduziu-se a taxa de marca-passos definitivos de 9,7% a 3% (p = 0,035) e a de bloqueio do ramo esquerdo de 25,8% a 9% (p < 0,001). 

Conclusão

Utilizando a técnica MIDAS é possível saber a profundidade do implante específica para cada paciente e com isso se consegue uma taxa baixa e previsível de marca-passos definitivos pós-implante da válvula autoexpansível contemporânea. 

Título original: Minimizing Permanent Pacemaker Following Repositionable Self-Expanding Transcatheter Aortic Valve Replacement.

Referência: Hasan Jilaihawi et al. J Am Coll Cardiol Intv 2019, online before print.



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