IVUS em todos os passos das angioplastias complexas

As angioplastias complexas não só requerem experiência e paciência, mas também tecnologia. Guiar com imagens intravasculares a pré-dilatação, o tamanho do stent e a pós-dilatação diminuiu os eventos cardiovasculares em 3 anos de seguimento em pacientes que receberam stents farmacológicos em angioplastias complexas. 

El uso del ultrasonido intravascular en la angioplastia de tronco no protegido se asocia con mejores resultados en comparación con la angioplastia guiada solo por angiografía.

Este trabalho recentemente publicado no JACC Interventions comparou os resultados em seguimento de 3 anos da técnica de otimização das angioplastias complexas com imagens intravasculares para “personalizar” cada passo do procedimento. 

O registro IRIS-DES (Interventional Cardiology Research In-cooperation Society-Drug-Eluting Stents) avaliou 9525 pacientes submetidos a angioplastia no tronco da coronária esquerda, em bifurcações, em lesões longas e difusas (> 30 mm) ou com calcificação severa. O ultrassom intravascular (IVUS) foi usado em 89,5% da população (n = 8522).

O IVUS foi utilizado em todos os passos do procedimento (pré-dilatação, tamanho do stent e pós-dilatação) em um pouco mais de um terço da população (35,4%). Este subgrupo no qual se utilizou o IVUS em todos os passos foi definido como angioplastia complexa otimizada. 


Leia também: IVUS na angioplastia do TCE não protegido: devemos mudar a forma de utilização?


Após 3 anos de seguimento os pacientes que receberam angioplastia otimizada apresentaram um risco significativamente mais baixo de eventos adversos (5,6% vs. 7,9%; HR 0,71, IC 95%: 0,63 a 0,81; p < 0,001). 

A diferença foi significativa inclusive quando no resto da população o IVUS foi utilizado em ao menos um passo do procedimento. 

Estes resultados confirmam os dados que tínhamos do ULTIMATE e do IVUS-XPL.

Conclusão

Os pacientes que são submetidos a angioplastias coronarianas complexas nos quais se utiliza IVUS em todos os passos do procedimento mostram uma redução dos eventos adversos em 3 anos de seguimento. A otimização de todos os passos deveria ser aplicada mais ativamente na prática cotidiana. 

Título original: Optimal Stenting Technique for Complex Coronary Lesions. Intracoronary Imaging-Guided Pre-Dilation, Stent Sizing, and Post-Dilation.

Referência: Hanbit Park et al. J Am Coll Cardiol Intv 2020;13:1403–13. https://doi.org/10.1016/j.jcin.2020.03.023.


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