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ELUVIA: DES em território fêmoro-poplíteo com lesões complexas

O stent eluidor de paclitaxel Eluvia mostrou resultados promissores em seguimento de 2 anos com 80% de liberdade de revascularizações apesar de se tratarem de lesões complexas do território fêmoro-poplíteo.

À medida que a segurança dos dispositivos eluidores de paclitaxel vai ganhando consistência, começam a ser publicados mais estudos sobre sua eficácia.

Em 2018 a segurança dos balões e stents eluidores de paclitaxel foi colocada em dúvida por uma possível associação com a mortalidade por qualquer causa. 

Muitos trabalhos em andamento e outros a ponto de serem publicados foram congelados durante vários anos pelo aludido motivo. O tempo passou e a segurança se afiançou até chegar o estudo SAFE-PAD, que finalmente descartou o problema de segurança. 

O ELUVIA incluiu 130 pacientes (137 lesões) com doença sintomática no território fêmoro-poplíteo. O desfecho primário do estudo foi a perviedade primária da lesão. Entre os desfechos secundários figuraram a perviedade secundária, a liberdade de revascularização da lesão alvo, a liberdade de conversão a cirurgia e a mortalidade. 

A maioria dos pacientes apresentavam claudicação intermitente que alterava sua qualidade de vida. As lesões foram em sua enorme maioria complexas (mais de 70% foram oclusões totais, mais de 70% severamente calcificadas e com um comprimento médio de quase 200 mm). 


Leia também: A infecção primária por COVID-19 protege de possíveis reinfecções?


A perviedade primária estimada por Kaplan-Meier em dois anos foi de 71%, ao passo que os desfechos secundários como a liberdade de revascularização e perviedade secundária chegaram a 80%. 

Somente 2% dos pacientes requereu amputação e escassos 11% foram a cirurgia. 

Conclusão

O uso do stent eluidor de paclitaxel Eluvia mostrou bons resultados em termos de segurança e eficácia para tratar lesões complexas do território fêmoro-poplíteo. 

Título original: 2-Year Outcomes of the Eluvia Drug-Eluting Stent for the Treatment of Complex Femoropopliteal Lesions.

Referência: Konstantinos Stavroulakis et al. JACC Cardiovasc Interv. 2021 Mar 22;14(6):692-701. doi: 10.1016/j.jcin.2021.01.026.


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