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O iFR é confiável em 5 anos? Análise do iFR-SWEEDHEART em seguimento de 5 anos

O FFR demostrou sus grande utilidade e segurança no estudo FAME, mas tinha como contrapartida a utilização de adenosina (que tem uma vida média curta) e as reações adversas, que felizmente eram pouco frequentes. 

¿Es confiable el iFR a 5 años? Análisis del iFR-SWEDEHEART a 5 años

Posteriormente, dois grandes estudos – o iFR-SWEDEHEART e o DEFINE-FLAIR – demonstraram que o iFR oferecia resultados comparáveis ao FFR em seguimento de curto prazo, evitando a utilização de adenosina e, consequentemente, reduzindo os custos, o tempo do procedimento, as reações adversas e, de quebra, tornando um pouco mais simples a obtenção dos dados da fisiologia coronariana. 

No entanto, a evolução do iFR a longo prazo ainda não tinha sido demonstrada. 

Foi feita uma análise do seguimento de 5 anos do estudo iFR-SWEDEHEART incluindo 2037 pacientes que apresentaram síndromes coronarianas agudas ou crônicas. Em 1019 destes pacientes utilizou-se iFR e em 1018 o teste funcional utilizado foi o FFR

Não houve diferenças nas populações. A idade média foi de 67 anos, 75% eram homens, 21% diabéticos, 33% com IAM prévio, 42% tinham sido submetidos a ATC prévia e 4% a CRM prévia.

62% dos sujeitos estudados apresentaram síndrome coronariana crônica, 20% apresentaram angina instável e o resto apresentou IAM sem elevação do segmento ST. 

Leia também: Eventos cardiovasculares em 5 anos após postergação da revascularização guiada por FFR. Devemos nos guiar somente pelo valor obtido com o FFR?

O mais frequente foram as lesões de um só vaso, seguidas por dois vasos e, em menor medida, lesões de 3 vasos. 

Nos pacientes em que se utilizou iFR, foram analisadas mais lesões em comparação com os pacientes em que se utilizou FFR (1.528 vs. 1.436; p = 0,002).

Em 5 anos de seguimento não houve diferenças no desfecho composto por morte por qualquer causa, IAM não fatal ou revascularização não planejada (21,5% para iFR vs. 19,9% para FFR; HR: 1,09; 95% CI: 0,90-1,33). Tampouco houve diferenças quando se analisou morte por qualquer causa, IAM não fatal ou revascularização não planejada entre as duas estratégias. 

Conclusão

Nos pacientes com síndromes coronarianas agudas ou crônicas, a revascularização guiada por iFR não apresentou diferenças em 5 anos de seguimento em termos de mortalidade, infarto do miocárdio ou revascularização não planejada em comparação com a estratégia guiada por FFR. 

 

Dr. Carlos Fava - Consejo Editorial SOLACI

Dr. Carlos Fava.
Membro do Conselho Editorial da SOLACI.org .

Título Original: 5-Year Outcomes of PCI Guided by Measurement of Instantaneous Wave-Free Ratio Versus Fractional Flow Reserve.

Referência: Matthias Götberg, et al. J Am Coll Cardiol 2022;79:965–974.


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