Eventos cardiovasculares em 5 anos após postergação da revascularização guiada por FFR. Devemos nos guiar somente pelo valor obtido com o FFR?

O fluxo fracionado de reserva (FFR) demonstrou sua segurança e eficácia em diferentes estudos mas ainda não sabemos se o mesmo se mantém em 5 anos. 

Eventos cardiovasculares a 5 años luego de postergar la revascularización guiada por FFR, ¿Debemos guiarnos sólo por el valor obtenido con esta técnica? 

O objetivo deste registro multicêntrico foi avaliar o impacto do risco trombótico (medido pelo escore de CREDO-Kyoto) como preditor de eventos cardiovasculares em 5 anos em pacientes nos quais se postergou a revascularização após a medição com FFR. 

O escore utilizado foi validado somente na população japonesa e inclui variáveis como insuficiência renal crônica, fibrilação atrial, doença vascular periférica, anemia, idade > 75 anos, insuficiência cardíaca e diabetes. 

Os eventos cardiovasculares relacionados com o vaso tratado foram avaliados mediante o TVF definido como uma combinação de morte cardiovascular, IAM relacionado com o vaso tratado e falha do vaso tratado guiada pela clínica. Já os eventos relacionados com o pacientes foram avaliados mediante MACCE (incluiu-se aqui morte total, eventos cerebrovasculares, IAM e revascularização). 

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Foram analisados 1263 pacientes, a idade média foi de 70 anos e a maioria da população era hipertensa e dislipidêmica. A forma de apresentação clínica mais frequente foi a angina estável e a descendente anterior foi o vaso mais tratado. 

Em 5 anos observou-se que os pacientes com alto risco, segundo escore utilizado, evidenciavam maior incidência de MACCE, sobretudo devido ao desfecho morte por todas as causas. Além disso, este grupo de pacientes apresentava maior taxa de TVF. Os pacientes com FFR positivos tiveram maior incidência de TVF devido a revascularização guiada pela clínica em 5 anos. 

Entre os pacientes com FFR positivos e negativos não houve diferenças em termos de MACCE em 5 anos. 

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Os pacientes com alto risco trombótico e FFR negativo apresentaram a taxa mais alta de TVF e MACCE. 

Conclusão

Entre os pacientes com doença coronariana depois de postergar a revascularização segundo o FFR, o risco trombótico e o valor do FFR se associaram a MACCE e TVF em 5 anos. Os pacientes com alto risco trombótico foram os de maior risco, mesmo tendo FFR negativo. 

Dr. Andrés Rodríguez

Dr. Andrés Rodríguez
Membro do Conselho Editorial da SOLACI.org .

Título Original: Thrombotic Risk and Cardiovascular Events in Patients With Revascularization Deferral After Fractional Flow Reserve Assessment.

Referência: Yasutsugu Shiono, MD, PHD et al J Am Coll Cardiol Intv 2022;15:427–439.


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