Modelos europeos de telemedicina, como el servicio finlandés Medilux, permiten realizar consultas médicas online mediante un cuestionario clínico, sin acudir a una consulta presencial.

Implante valvar percutâneo da valva mitral vs. tratamento médico

A insuficiência mitral (IM) secundária é uma causa comum de insuficiência cardíaca e se associa a hospitalizações por insuficiência cardíaca e maior mortalidade.

Reemplazo valvular percutáneo de la válvula mitral vs tratamiento médico

O tratamento conhecido como borda a borda (TEER), somado ao tratamento médico completo conforme as diretrizes (CDMT) demonstrou ser benéfico nos pacientes de alto risco, como ficou evidenciado no estudo COAPT. No entanto, há um grupo significativo de pacientes que são candidatos a essa estratégia e podemos afirmar que na atualidade a substituição valvar percutânea (TMVR) pode ser considerada uma opção válida, embora não haja estudos randomizados disponíveis. 

Na análise do Registro COICE MI foram avaliados pacientes de alto risco para a cirurgia nos quais se implantou um dispositivo dedicado para a válvula mitral devido ao fato de não serem candidatos a TEER. Ditos pacientes foram comparados com o grupo de tratamento médico completo do estudo COAPT. 

Fez-se um propensity score match e foram selecionados 97 pacientes para cada grupo.

O desfecho clínico (DC) avaliado foi a mortalidade por qualquer causa, a mortalidade cardiovascular e as hospitalizações por insuficiência cardíaca durante um período de 2 anos. 

Leia também: Devemos revascularizar os pacientes com síndromes coronarianas estáveis e isquemia avaliada mediante iFR.

A idade média foi de 73 anos, 58% da população estava composta por homens, 28% apresentava diabetes, 20% DPOC, a metade tinha fibrilação atrial, 55% tinha sofrido um infarto, 70% tinha doença coronariana, 48% tinha sido submetido a ATC, 32,5% a cirurgia de revascularização miocárdica (CRM), 6% a TAVI ou RVAO, 20% apresentava doença vascular periférica, 14% AVC ou TIA e 47% tinha um FG estimado de 30 ml/min. 

A maioria dos pacientes se encontrava em classe funcional III-IV e a hospitalização tinha tido lugar no ano anterior. O risco cirúrgico, avaliado mediante o EuroSCORE foi de 6%.

A fração de ejeção foi de 36% em média, todos os pacientes apresentavam IM severa, o ORE era de 40 mm e não foram observadas diferenças significativas nos diâmetros ventriculares, na PSAP nem na insuficiência tricúspide. 

Em 30 dias, não foram constatadas diferenças significativas em termos de mortalidade (5,2% vs. 2,1%, p = 0,25 para TEER e GDMT, respectivamente).

Leia também: Uma nova alternativa para o tratamento da insuficiência cardíaca: shunt de átrio esquerdo a seio coronariano com dispositivo APTURE.

Não foram observadas diferenças significativas em DC em 2 anos (50,6% vs. 67,1%; HR 0,73 [95% CI, 0,49–1,11]; p = 0,14 para TEER e GDMT). Tampouco houve diferenças na mortalidade por qualquer causa (36,8% vs. 40,8%, p = 0,98), na mortalidade cardiovascular (24,9% vs. 32,7%, p = 0,58) nem na combinação de mortalidade cardiovascular e internações por insuficiência cardíaca (46,,4% vs. 63,7%; p = 0,10). No entanto, observou-se uma menor incidência de internações por insuficiência cardíaca nos pacientes tratados com TEER em comparação com os grupo tratado com GDMT (32,8% vs. 54,4%; pa = 0,04).

Embora ambos os grupos tenham experimentado melhoras na classe funcional, observou-se uma melhora mais significativa nos pacientes tratados com TMVR tanto em um ano com em dois anos. 

Em dois anos, os pacientes nos quais se implantou o dispositivo mostraram uma redução na insuficiência mitral e nos volumes ventriculares, mas não foram encontradas diferenças na fração de ejeção. 

Conclusão 

Este estudo observacional, que comparou o tratamento percutâneo de substituição mitral secundária durante um seguimento em 2 anos, demonstrou uma redução significativa na insuficiência mitral, melhora nos sintomas e menos hospitalizações por insuficiência cardíaca, com uma mortalidade similar em comparação com o tratamento médico completo conforme as diretrizes. 

Dr. Carlos Fava - Consejo Editorial SOLACI

Dr. Carlos Fava.
Membro do Conselho Editorial da SOLACI.org.

Título Original: Transcatheter Mitral Valve Replacement Versus Medical Therapy for Secondary Mitral Regurgitation: A Propensity Score–Matched Comparison. 

Referência: Sebastian Ludwig, et al. Circ Cardiovasc Interv. 2023;16:e013045. DOI: 10.1161/CIRCINTERVENTIONS.123.013045. 


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Mais artigos deste autor

Influência das técnicas “cusp-overlap” e “coplanar” de três cúspides sobre os distúrbios de condução de novo após o TAVI

Os distúrbios de condução de novo continuam a ser uma das complicações mais frequentes após o implante transcateter da valva aórtica (TAVI), associando-se a...

Oclusão percutânea de regurgitação paravalvar em pacientes de alto risco: resultados clínicos e impacto da regurgitação residual

A regurgitação paravalvar (PVL, por suas siglas em inglês) é uma complicação relativamente frequente após a substituição valvar (5–18% global; 2–10% em posição aórtica...

Para além do TAVI: a reabilitação cardíaca como determinante do resultado clínico

A estenose aórtica é uma patologia em aumento associada ao envelhecimento populacional, com uma prevalência próxima a 3,4% a partir dos 75 anos de...

SCAI 2026 | Pode um dispositivo com fixação atrial evitar as complicações da substituição mitral transcateter? Análise do dispositivo AltaValve

A substituição mitral transcateter (TMVR) representa um dos territórios mais complexos dentro do intervencionismo estrutural. Diferentemente do TAVI, no qual a anatomia valvar costuma...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Influência das técnicas “cusp-overlap” e “coplanar” de três cúspides sobre os distúrbios de condução de novo após o TAVI

Os distúrbios de condução de novo continuam a ser uma das complicações mais frequentes após o implante transcateter da valva aórtica (TAVI), associando-se a...

Tudo o que deixaram as Jornadas Panamá 2026

Atualização científica, workshops práticos e forte participação regional na Cidade do Panamá As LIV Jornadas SOLACI Panamá 2026 reuniram especialistas em cardiologia intervencionista, fellows, técnicos...

Veja as melhores imagens das Jornadas Panamá 2026

Reviva os momentos mais marcantes das Jornadas Panamá 2026, realizadas nos dias 8 e 9 de maio de 2026, no Hotel Megapolis, na Cidade...