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Evolução da denervação renal em 24 meses

A hipertensão arterial é um fator de risco modificável para eventos cardiovasculares, embora em muitos casos seja difícil para os pacientes sustentarem o tratamento ao longo do tempo. 

Evolución de la denervación renal a 24 meses

A denervação renal (RDN) surgiu como uma estratégia terapêutica para a hipertensão arterial, mostrando benefícios em termos de redução da pressão arterial tanto no monitoramento ambulatorial de 24 horas (MAPA) colmo nas medições de consultório (OFFICE). Contudo, em algumas análises os seus resultados não foram concludentes. 

Foi realizada uma análise do estudo SPIRAL HTN-ON MED com um seguimento de dois anos, no qual foram incluídos 337 pacientes com hipertensão não controlada que recebiam entre 1 e 3 fármacos anti-hipertensivos. A avaliação foi feita por meio de medições de pressão em consultório e ambulatoriais. Dentre os participantes, 206 foram submetidos a RDN e o resto conformou o grupo controle (GC). 

Leia também: Ablação por campo pulsado: proximidade a vasos coronários e a incógnita do vasoespasmo induzido.

A hipertensão não controlada foi definida como uma pressão arterial sistólica em OFFICE > 150 mmHg e < 180 mmHg, com diastólica ≥ 90 mmHg, e em MAPA uma pressão sistólica ≥ 140 mmHg e < 170 mmHg.

As características basais foram similares entre os grupos: idade média de 55 anos, população composta por 80% de homens, tempo de hipertensão superior a 5 anos na maioria dos casos, doença coronariana em aproximadamente 6%, diabetes em 13%, função renal conservada e uma taxa de AVC/TIA de 1%.

A pressão arterial inicial foi de 163/101 mmHg em OFFICE e de 149/106 mmHg em MAPA. Não foram observadas diferenças na quantidade de fármacos administrados entre os grupos (1,8 em RDN e 1,7 em GC). 

Leia também: Registro TRIPLACE: distúrbios de condução após o implante valvar tricúspide percutâneo.

Em 24 meses ficou evidenciada uma redução significativa da pressão arterial sistólica em MAPA (−12,1 ± 15,3 mmHg vs. −7,0 ± 13,1 mmHg; diferença entre tratamentos: −5,7 mmHg; p = 0,039). Dita redução se manteve durante o dia e à noite e esteve acompanhada de uma diminuição da medicação utilizada. 

Conclusão

A denervação renal alcança um efeito de redução significativa em 24 meses da pressão arterial sistólica, tanto em termos ambulatoriais quanto de consultório em comparação com o grupo controle, apesar do maior uso de medicação anti-hipertensiva neste último. 

Título Original: Long-Term Safety and Efficacy of Renal Denervation: 24-Month Results From the SPYRAL HTN-ON MED Trial

Referência: David E. Kandzari, et al. Circ Cardiovasc Interv. 2025;18:e015194. DOI: 10.1161/CIRCINTERVENTIONS.125.015194. 


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Dr. Carlos Fava
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Membro do Conselho Editorial da solaci.org

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