Quão importante é controlar os fatores de risco para prevenir um AVC?

Quão importante é controlar os fatores de risco para prevenir um AVC?Nos últimos tempos está ocorrendo uma diminuição da incidência de acidentes vasculares cerebrais (AVC) que poderia estar entre 20 e 40% e, embora pareça lógico atribuir dita redução a um melhor controle dos fatores de risco, o motivo não está completamente evidenciado. Este trabalho estimou o impacto dos fatores de risco cardiovascular modificáveis na incidência de AVC entre 1995 e 2012.

 

O risco de AVC isquêmico foi estimado com a utilização de regressão proporcional em 27.936 participantes do registro. Os fatores de risco não modificáveis como idade e sexo foram ajustados.

 

Observaram-se 1.226 novos AVC por cada 367.636 pessoas/anos seguidas. A mudança nos fatores de risco explica 57% da diminuição na incidência desse evento observada entre 1995 e 2012. Os dois fatores que mais contribuíram para a menor incidência foram a pressão sistólica (diminuição de 26%) e a prevalência de tabagismo (diminuição de 17%). Ao contrário, o aumento na prevalência de diabetes contribuiu negativamente na incidência de AVC.

 

Conclusão

A mudança nos fatores de risco cardiovascular explica 57% da diminuição da incidência de AVC. A redução da pressão sistólica e a prevalência de tabagismo foram os fatores que mais contribuíram para a redução.

 

Título original: Declining Incidence of Ischemic Stroke. What Is the Impact of Changing Risk Factors? The Tromso Study 1995 to 2012.

Referência: Anne M. Vangen-Lonne et al. Stroke. 2017 Feb 10. [Epub ahead of print].


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Sua opinião nos interessa. Pode deixar abaixo seu comentário, reflexão, pergunta ou o que desejar. Será mais que bem-vindo.

Mais artigos deste autor

Stents eluidores de fármacos em doença arterial periférica: quando utilizá-los?

Os stents periféricos eluidores de fármacos transformaram o tratamento da doença arterial periférica ao reduzir as taxas de reestenose e a necessidade de novas...

SCAI 2026 | Arterialização de veias profundas em pacientes com isquemia crítica de membros inferiores sem opção convencional

A isquemia crítica de membros inferiores (ICMI) representa um dos estágios mais avançados da doença arterial periférica (DAP). Em uma proporção significativa de pacientes,...

C-TRACT: terapia endovascular na síndrome pós-trombótica por obstrução ilíaca

A síndrome pós-trombótica (SPT) é uma das sequelas mais limitantes após uma trombose venosa profunda (TVP) proximal. Manifesta-se clinicamente como dor crônica, edema, alterações...

Embolização com coils de artérias segmentares como estratégia de proteção medular prévia à recuperação endovascular complexa de aorta toracoabdominal

A isquemia medular continua sendo uma das complicações mais devastadoras na recuperação de aneurismas toracoabdominais, com incidência de até 20-30% em reparações extensas. Nesse...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Obstrução coronariana no TAVI: um novo índice volumétrico a ser considerado

A obstrução coronariana durante o TAVI é uma complicação pouco frequente, mas potencialmente devastadora, especialmente em procedimentos valve-in-valve, em anatomias com seios de Valsalva...

Espaço do Fellow – Caso 2: Infarto Agudo do Miocárdio por Oclusão Simultânea de Duas Artérias Coronárias

Compartilhe sua experiência. Aprenda com especialistas. Cresça como intervencionista. Chega uma nova edição do Cantinho do Fellow, um espaço de intercâmbio acadêmico criado para que...

EARLY TAVR: impacto da idade nos resultados do TAVI precoce em pacientes assintomáticos

A estenose aórtica severa assintomática representa um desafio clínico cada vez mais frequente. Embora as diretrizes recomendem intervir quando aparecem sintomas ou deterioração da...