CENTERA: Resultados da nova válvula autoexpansível

Gentileza da SBHCI

CENTERA: Resultados da nova válvula autoexpansívelEste novo dispositivo tem a vantagem de ter uma menor altura, o que reduz a chance de oclusão coronariana. O sistema de liberação é totalmente motorizado e a válvula pode ser reposicionada. Além disso, o introdutor é de “14 F” para todos os tamanhos de válvula (23, 26 e 29 mm).

 

Foram incluídos 203 pacientes, todos com estenose aórtica severa e alto risco cirúrgico. A taxa de reposicionamento foi de 3,5% e não houve lesões no ventrículo esquerdo ou na aorta. A pós-dilatação foi necessária em 33% dos pacientes e o procedimento foi considerado bem-sucedido em 97,5%.

 

A taxa de AVC foi de 4% e a de AVC incapacitante foi de 2,5%. Somente 4,9% requereu marca-passo definitivo; as complicações vasculares também foram baixas, abarcando 6,4% dos casos.

 

Todas as variáveis hemodinâmicas melhoraram significativamente e se mantiveram no tempo. Devemos ressaltar, especialmente, que 99,5% dos pacientes não tinha insuficiência paravalvar.

 

A liberação motorizada permite que o procedimento seja realizado por um só operador e a válvula pode ser reposicionada em qualquer momento durante a liberação.

 

Conclusão

A válvula CENTERA demostrou uma baixa mortalidade por qualquer causa, uma muito baixa taxa de implante de marca-passo e uma melhora hemodinâmica significativa e a quase ausência total de insuficiência paravalvar.

 

Gentileza da SBHCI.

 

Dr. Didier Tchétché
Dr. Didier Tchétché

Título original: 30-day Outcomes of The CENTERA Trial – a New Self-Expanding Transcatheter Heart Valve.

Presentador: Didier Tchétché.

 

 


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

 Sua opinião nos interessa. Pode deixar abaixo seu comentário, reflexão, pergunta ou o que desejar. Será mais que bem-vindo.

Mais artigos deste autor

Resultados hemodinâmicos do reparo borda a borda em insuficiência mitral degenerativa e funcional

O reparo mitral transcateter borda a borda (M-TEER) se consolidou como uma opção terapêutica para a valvopatia mitral. Entre as técnicas disponíveis, o M-TEER...

A durabilidade do TAVI com SAPIEN 3: dez anos de seguimento em pacientes com risco intermediário

A durabilidade das próteses biológicas transcateter utilizadas no TAVI continua sendo um dos principais interrogantes no que se refere à expansão dessa estratégia a...

Inflamação depois do TAVI: um objetivo terapêutico emergente?

Os distúrbios de condução e a necessidade de implante de marca-passo definitivo continuam sendo complicações frequentes após o TAVI, com uma incidência próxima de...

Obstrução coronariana no TAVI: um novo índice volumétrico a ser considerado

A obstrução coronariana durante o TAVI é uma complicação pouco frequente, mas potencialmente devastadora, especialmente em procedimentos valve-in-valve, em anatomias com seios de Valsalva...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Supera vs. Eluvia em lesões femorpoplíteas calcificadas com calcificação severa

A calcificação seveera continua sendo um dos principais preditores de reestenose e de necessidade de novas revascularizações após o tratamento endovascular da doença femoropoplítea....

É necessário usar o IVUS de forma rotineira na angioplastia do tronco da coronária esquerda?

A angioplastia do tronco da coronária esquerda não protegido é um procedimento de grande complexidade devido ao amplo território miocárdico em risco e às...

Registros Dual-Prep: aterectomia e IVL em calcificação coronariana severa

A calcificação coronariana severa continua sendo um dos cenários mais complexos da angioplastia coronariana. Embora a aterectomia rotacional (AR) ou orbital e a litotripsia...