Os DES de última geração apresentam melhores resultados em pontes venosas que os DES antigos e os BMS

Não há muitos dados que comparem os stents farmacológicos contemporâneos (DES) com a geração prévia de DES e com os stents convencionais (BMS) no contexto da angioplastia em pontes de veia safena de pacientes que foram submetidos a cirurgia de revascularização miocárdica.

 Os DES de última geração apresentam melhores resultados em pontes venosas que os DES antigos e os BMS

O objetivo deste trabalho foi avaliar os resultados clínicos após uma angioplastia sobre uma ponte venosa em pacientes que receberam BMS, DES de 1° geração e DES de última geração entre 2006 e 2013. O estudo incluiu resultados intra-hospitalares, mortalidade em 30 dias e em um ano.

 

Em total, 15.003 pacientes foram submetidos a angioplastia em pontes venosas durante dito período, dos quais 38% recebeu BMS, 15% DES de primeira geração e 47% DES de última geração.

 

A taxa de eventos maiores intra-hospitalares foi significativamente menor nos pacientes que receberam DES de nova geração (OR: 0.51; IC: 95%, 0,38–0,68; p < 0,001) em comparação com os que receberam os DES antigos ou os BMS.


 Leia Também: “Os DES de segunda geração apresentam menor mortalidade nas lesões das pontes venosas”.


 De maneira similar, a mortalidade em 30 dias (OR: 0,43; IC: 95%, 0,32–0,59; p < 0,001) e a mortalidade em um ano (OR: 0,60; IC: 95%, 0,51–0,71; p < 0,001) foram menores como os DES de nova geração.

 

Conclusão

Os pacientes que recebem stents farmacológicos de nova geração em pontes de safena apresentam menor taxa de eventos adversos intra-hospitalares, menor mortalidade em 30 dias e em um ano em comparação com os pacientes que recebem DES antigos e BMS.

 

Comentário editorial

Entre 10% a 40% das pontes venosas se ocluem no primeiro ano e continuam com uma taxa inexorável de 2% a 5% anual que se acelera com o passar do tempo. O risco de uma reoperação e a frequente dificuldade técnica para tratar a artéria nativa tornam relativamente frequente a necessidade de tratar essas pontes venosas afetadas com angioplastia (pode representar até 10% do total de angioplastias).

 

Há vários fatores que tornam mais difícil a angioplastia nesse território e já não há dúvida de que a doença nas pontes é muito mais agressiva que nas artérias nativas. Esta dificuldade, no entanto, não nos faz mudar o dispositivo: os DES de nova geração são melhores também neste terreno.

 

Título original: Choice of Stent for Percutaneous Coronary Intervention of Saphenous Vein Grafts.

Referência: Javaid Iqbal et al. Circ Cardiovasc Interv. 2017;10:e004457.


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