AHA 2018 | O dispositivo Impella ganha evidência, mas são necessários estudos de maior magnitude

Neste estudo piloto descarregar o ventrículo esquerdo com o dispositivo para suporte circulatório Impella CP e adiar a angioplastia uns 30 minutos parece factível e seguro em pacientes cursando um infarto agudo do miocárdio que não se encontram em choque. Este trabalho buscou testar a hipótese de diminuir a injúria por isquemia/reperfusão com o dispositivo.

AHA 2018 | El dispositivo Impella gana evidencia, pero hacen faltan estudios más grandesForam incluídos 50 pacientes com o dispositivo Impella já funcionando e randomizados a angioplastia imediata ou após uma espera de 30 minutos.

 

Este trabalho (apresentado nas sessões científicas da AHA e simultaneamente publicados no Circulation) mostrou que diferir a reperfusão se associa a um óbvio aumento do tempo porta-balão (de 73 a 97 minutos) mas não a um incremento dos eventos adversos ou do tamanho do infarto após 30 dias.

 

Não se observou evidência de risco proibitivo para começar a recrutar para um estudo multicêntrico com um número maior de pacientes para o ano que vem.


Leia também: AHA 2018 | O Canakinumab reduz as hospitalizações por insuficiência cardíaca nos respondedores.


O dispositivo Impella foi implantado com sucesso e removido após um mínimo de 3 horas de suporte.

 

No desfecho de segurança observou-se uma morte e um AVC no grupo de angioplastia imediata e 3 mortes e duas dissecções limitantes de fluxo na femoral após a remoção do dispositivo no grupo com 30 minutos de diferimento.

 

Título original: Unloading the left ventricle before reperfusion in patients with anterior ST-segment elevation myocardial infarction: a pilot study using the Impella CP.

Referência: Kapur N et al. Circulation. 2018; Epub ahead of print.

 


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Sua opinião nos interessa. Pode deixar abaixo seu comentário, reflexão, pergunta ou o que desejar. Será mais que bem-vindo.

Mais artigos deste autor

É necessário usar o IVUS de forma rotineira na angioplastia do tronco da coronária esquerda?

A angioplastia do tronco da coronária esquerda não protegido é um procedimento de grande complexidade devido ao amplo território miocárdico em risco e às...

Registros Dual-Prep: aterectomia e IVL em calcificação coronariana severa

A calcificação coronariana severa continua sendo um dos cenários mais complexos da angioplastia coronariana. Embora a aterectomia rotacional (AR) ou orbital e a litotripsia...

Heparina pré-hospitalar no SCACEST: uma estratégia segura que proporciona maior reperfusão precoce

A reperfusão precoce continua sendo o principal determinante prognóstico nos pacientes com infarto agudo do miocárdio com elevação do ST (SCACEST). Embora a angioplastia...

Rupturas de placa en artérias não culpadas: seguimento com imagens intravasculares

A ruptura de placa continua sendo um dos mecanismos fisiopatológicos mais importantes nas síndromes coronarianas agudas. No entanto, nem todas as rupturas se manifestam...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Técnica UNICORN para prevenir a obstrução coronariana durante o TAVI: resultados iniciais de um estudo multicêntrico

A obstrução coronariana é uma complicação pouco frequente, mas potencialmente catastrófica, do implante transcateter da valva aórtica (TAVI), especialmente em procedimentos valve-in-valve, TAV-in-TAV ou...

Supera vs. Eluvia em lesões femorpoplíteas calcificadas com calcificação severa

A calcificação seveera continua sendo um dos principais preditores de reestenose e de necessidade de novas revascularizações após o tratamento endovascular da doença femoropoplítea....

É necessário usar o IVUS de forma rotineira na angioplastia do tronco da coronária esquerda?

A angioplastia do tronco da coronária esquerda não protegido é um procedimento de grande complexidade devido ao amplo território miocárdico em risco e às...