COMBO stent: sirolimus por fora e anti-CD34 por dentro: será este o futuro?

Nesta grande coorte de pacientes tratados com o stent COMBO com terapia dual observaram-se excelentes resultados em 1 ano (MASCOT Post Marketing Registry) e o seguimento de pacientes continua vigente com a finalidade de determinar a segurança e eficácia deste dispositivo a longo prazo.

 stentO COMBO stent é o novo dispositivo que contém sirolimus abluminal com um polímero biodegradável e uma camada de anticorpos que promovem a cicatrização na face luminal (anti-CD34+) que atrai células progenitoras endoteliais circulantes. Estes progenitores endoteliais podem amadurecer rapidamente e tornar-se um endotélio normal, o que permite uma rápida endotelização.

 

Este trabalho incluiu o MASCOT (Multinational Abluminal Sirolimus Coated biO-engineered stenT) com 2.614 pacientes de 61 centros e o REMEDEE (Randomized study to Evaluate the safety and effectiveness of an abluMinal sirolimus coated bio-Engineered StEnt Post Market Registry) com 1.000 pacientes mais de 9 centros europeus. Ambos os registros incluíram pacientes de maneira prospectiva e sem demasiados critérios de exclusão (“all comers”) que receberam angioplastia com o stent COMBO.


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Analisou-se a falha da lesão alvo em um ano (combinação de morte cardíaca, infarto relacionado ao vaso alvo ou revascularização justificada pela clínica).

 

Com um total de 3.614 pacientes (63,5 ± 11,2 anos; 23,8% mulheres), dentre os quais 29,3% tinham antecedentes de diabetes e 54,3% se apresentaram com uma síndrome coronariana aguda.

 

O desfecho primário combinado ocorreu em 3,9% dos pacientes com uma taxa de morte cardíaca de 1,6%, infarto relacionado ao vaso de 1,2%, revascularização justificada pela clínica de 2,2% e trombose definitiva de 0,5%.


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A dependência de insulina nos diabéticos, a insuficiência renal crônica e a complexidade das lesões foram preditores de eventos.

 

Os anticorpos na face luminal dos stents bem como o afinamento dos “struts” parecem ser o futuro para os novos dispositivos, já que os polímeros biodegradáveis, apesar de terem sido utilizados em quase todos os dispositivos, não mostraram grandes diferenças com os polímeros permanentes. Dentro da família dos “limus”, no que a drogas antiproliferativas se refere, tampouco parece haver uma clara diferença entre as distintas variáveis (todas claramente eficazes), motivo pelo qual o mais provável é que os avanços futuros não venham por este lado.

 

Título original: 1-Year Clinical Outcomes of All-Comer Patients Treated With the Dual-Therapy COMBO Stent.

Referência: Robbert J. de Winter et al. J Am Coll Cardiol Intv 2018;11:1969–78.


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