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CTO: o acesso radial com resultados similares ao femoral

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

Um dos inconvenientes na estratégia das CTO é a utilização dos acessos femoral ou radial. Este último é mais seguro, mas ainda não foi bem analisado neste tipo de angioplastia.

O sucesso nas CTO reduz a isquemia residual local e à distânciaForam analisados 3.709 pacientes submetidos a angioplastia de tronco da coronária (ATC) por CTO. Dentre eles, 2.157 (58,1%) receberam intervenção por acesso femoral (AF), 728 (19,6%) por acesso radial (AR) e 824 (22,2%) receberam intervenção por acesso radial e femoral (ARF). A utilização do AR foi se incrementando com o passar do tempo.  

 

A idade média foi de 65 anos e a maioria dos pacientes eram homens. Aqueles que receberam AR ou ARF eram mais jovens, tinham maior presença de síndromes coronarianas agudas, menos fatores de risco, doença periférica, ATC ou CRM prévia.



Leia também: FFR derivado da angiografia: software complicado ou realidade iminente?


O J-CTO score (Multicenter CTO Registry in Japan) foi menor nos que receberam AR (2,1 ± 1,4 vs. 2,6 ± 1,3 vs. 2,5 ± 1,3; p < 0,001).

 

A estratégia de recanalização com dissecção anterior e reentrada foi menos utilizada no grupo AR, ao passo que a técnica retrógrada foi mais utilizada nos casos em que se utilizou este acesso.

 

O sucesso técnico e do procedimento foi similar nas 3 estratégias.


Leia também: Doença coronariana sem sintomas, a isquemia silente é a dor de cabeça dos cardiologistas.


No âmbito hospitalar não houve diferenças em termos de mortalidade nem de MACE, mas houve um índice mais elevado de sangramento maior no grupo AF.

 

Conclusão

O uso do acesso radial está em aumento nas ATC de CTO e vem associado a um sucesso técnico e do procedimento similar e a menos sangramento maior em comparação com a utilização de unicamente o acesso femoral.

 

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

 

Título original: Procedural Outcomes of Percutaneous Coronary Interventions for Chronic Total Occlusions Via the Radial Approach. Insights From an International Chronic Total Occlusion Registry.

Referência: Peter Tajti, et al J Am Coll Cardiol Intv 2019;12:346–58.



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