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O TAVI é o novo padrão na Alemanha depois de terem sido tratados mais de 100.000 pacientes

Oitenta anos é o número mágico para um dos países com mais experiência no implante percutâneo da valva aórtica (TAVI), o que o transforma no novo “standard of care” para os pacientes idosos.

Seguindo o trabalho do pioneiro Alain Cribier, a Alemanha liderou a adoção do TAVI na Europa e no mundo. Desde 2008, todos os implantes valvares cirúrgicos e todos os TAVI foram registrados ao longo do país, o que nos proporciona uma informação única sobre a evolução do tratamento da estenose aórtica severa.

 

A participação no German Quality Assurance Programme on Aortic Valve Replacement foi um requisito obrigatório para todos os centros que realizaram TAVI e cirurgia.


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Desde 2008 um total de 100.817 pacientes receberam TAVI e 166.643 foram submetidos a cirurgia na Alemanha. O rápido crescimento do TAVI entre 2008 e 2014 foi contínuo, tendo sido de 20.000 o número de procedimentos realizados em 2017. Isso significa um incremento de trinta vezes em comparação com a quantidade de procedimentos que se realizavam em 2008 e 50% mais se a comparação for feita com 2014.

 

A enorme maioria dos procedimentos de 2017 se realizou por acesso endovascular (91%), deixando o transapical cada vez mais relegado.

 

O incremento no TAVI não se explica somente pela enorme massa crítica de pacientes descartados de cirurgia, já que juntamente com o aumento do TAVI diminuíram significativamente as cirurgias valvares e as cirurgias combinadas de valvas e pontes.


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Uma idade superior a 80 anos foi a razão mais frequente para que o Heart Team local contraindicasse a cirurgia.

 

Em termos basais, os pacientes que receberam TAVI tinham mais comorbidades. No entanto, a proporção de pacientes de alto risco (EuroSCORE log > 20%) foi diminuindo constantemente ao longo do tempo (2011: 46%; 2014: 36%; 2017: 35%) e crescendo, portanto, a população de menor risco com um EuroSCORE < 10% (2011: 19%; 2014: 26%; 2017: 29%).

 

Depois da idade, a fragilidade foi a segunda razão mais relevante para selecionar o TAVI em vez da cirurgia.


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A mortalidade intra-hospitalar foi caindo consideravelmente ao longo do tempo (2017: 3,1% vs. 10,4% em 2008 e 4,2% em 2014). Um dado para ter como referência é que a mortalidade observada para a cirurgia em 2017 foi de 2,7%. Os pacientes que receberam TAVI sempre apresentaram um perfil de risco maior.

 

Complicações catastróficas do TAVI como a ruptura do anel (0,2% em 2017), a dissecção da aorta (0,12%) e a oclusão coronariana (0,17%) se tornaram complicações realmente raras.

 

Após o TAVI, dois terços dos pacientes receberam alta e foram encaminhados diretamente para suas casas, ao passo que, na cirurgia, esse número foi menos da metade.

 

Conclusão

Com mais de 100.000 procedimentos realizados, o implante percutâneo da valva aórtica se tornou um padrão de cuidado para os pacientes idosos (> 80 anos).

 

Título original: Transcatheter aortic valve implantation (TAVI) in Germany: more than 100,000 procedures and now the standard of care for the elderly.

Referência: EuroIntervention 2019;14:e1549-e1552 published online e-edition February 2019.

 


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