Resultados do MAIN-COMPARE: 10 anos de seguimento para uma rivalidade eterna

A angioplastia e a cirurgia de revascularização miocárdica disputam o tronco da coronária esquerda há muito tempo. Vários podem ser os pontos de vista para os resultados dos estudos. Se para os cirurgiões o tronco da coronária esquerda é cirúrgico (exceto por contraindicação cirúrgica), para os cardiologistas intervencionistas a angioplastia é factível e tem resultados similares no tratamento da lesão do tronco da coronária esquerda no que se refere a desfechos duros como a mortalidade.

La cirugía parece superior a la angioplastia en pacientes jóvenesO registro MAIN COMPARE (Ten-Year Outcomes of Stents Versus Coronary-Artery Bypass Grafting for Left Main Coronary Artery Disease) incluiu 2.240 pacientes com lesão do tronco da coronária esquerda não protegido que receberam angioplastia (1.102) ou cirurgia de revascularização miocárdica (1.138) entre os anos 2000 e 2006.

 

Os desfechos como morte, combinação de morte, infarto ou AVC e revascularização da lesão alvo foram comparados com a utilização do propensity score.


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O seguimento foi de pelo menos 10 anos para todos os pacientes (média de 12 anos).

 

Na coorte global não foram observadas diferenças significativas após todos os ajustes no risco de morte e no desfecho combinado entre os dois grupos após 10 anos.

 

Sem nenhuma surpresa, o risco de revascularização da lesão alvo foi significativamente maior no grupo angioplastia.


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Ao comparar somente os pacientes que receberam stents farmacológicos não se observaram diferenças significativas no risco de morte e desfechos combinados até os 5 anos. No entanto, as curvas começaram a se separar a partir daí a favor da cirurgia de revascularização miocárdica, tanto em termos de mortalidade (HR: 1,35; IC 95%: 1,00 a 1,81) quanto de desfechos combinados (HR: 1,46; IC 95%: 1,10 a 1,94).

 

Conclusão

Em pacientes com doença do tronco da coronária esquerda, a angioplastia mostrou, após 10 anos, uma taxa similar de mortalidade e de desfechos combinados, mas uma maior taxa de revascularização. Se analisarmos somente os resultados dos pacientes que receberam stents farmacológicos e a partir dos 5 anos de seguimento, a cirurgia supera a angioplastia em todos os eventos, inclusive mortalidade.

 

Título original: 10-Year Outcomes of Stents Versus Coronary Artery Bypass Grafting for Left Main Coronary Artery Disease.

Referência: Duk-Woo Park et al. J Am Coll Cardiol. 2018 Dec 11;72(23 Pt A):2813-2822.


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