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EuroPCR 2022 | Devemos revascularizar os pacientes com doença coronariana estável antes do TAVI?

Atualmente as diretrizes americanas e europeias recomendam a angioplastia coronariana (ATC) em pacientes com estenose aórtica severa que serão submetidos a TAVI e que apresentam lesões > 70% (Classe IIa). O benefício de revascularizar esses pacientes ainda é incerto.

EuroPCR 2022

Este estudo multicêntrico retrospectivo incluiu 2025 pacientes que foram separados em revascularização completa (n = 1310) e revascularização incompleta (n = 715).

O desfecho primário foi morte por todas as causas em 2 anos. Além disso, analisou-se um desfecho primário extra composto de morte por todas as causas, AVC, IAM ou re-hospitalização por insuficiência cardíaca (IC) em 2 anos. O desfecho secundário foi AVC, IAM, re-hospitalização por IC e ATC não planejada em 2 anos. 

A idade média foi de 82 anos e 59% da população esteve composta por homens. A forma de apresentação clinica foi, na maioria dos pacientes, angina CF III/IV. Os pacientes no grupo revascularização incompleta apresentavam mais frequentemente doença de múltiplos vasos. A coronária direita foi a artéria mais tratada (63%). A maioria dos procedimentos coronarianos se realizou antes do TAVI. O acesso mais frequentemente utilizado para o TAVI foi o transfemoral. Os tipos de válvulas utilizados foram SAPIEN 3/3 Ultra (37%) e EVOLUT R/PRO/POR+ (37%).

Leia também: GLOBAL SYMPLICITY Registry.

Não houve diferenças significativas nos desfechos primários. Tampouco foram constatadas diferenças entre as diferentes subpopulações. 

Conclusão

A revascularização completa em pacientes candidatos a TAVI não tem impacto prognóstico no segmento de 2 anos, não importando a subpopulação analisada nem volume miocárdico em risco. Seria razoável não tratar lesões significativas em termos angiográficos em pacientes com doença coronariana estável submetidos a TAVI. 

Dr. Andrés Rodríguez.
Membro do Conselho Editorial da SOLACI.org.

Título Original: Management of Myocardial Revascularization in Patients with Stable Coronary Artery Disease Undergoing Transcatheter Aortic Valve Implantation.

Referência: Giuliano Costa MD. REVASC-TAVI Investigators.


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