Stent provisional vs. culotte: resultados do EBC TWO em 5 anos

O tratamento ótimo das bifurcações verdadeiras que não incluem o tronco da coronária esquerda é extensamente debatido. Os estudos randomizados demonstraram resultados neutros ou piores com a técnica de dois stents. Ditos estudos utilizaram stents de primeira geração e os ramos secundários eram pequenos. 

Provisional stent vs culotte: resultados del EBC TWO a 5 años

O EBC TWO comparou a estratégia de stent provisional vs. a técnica de culote, com a utilização de stents de segunda geração. O diâmetro do ramo lateral devia ser ≥ 2,5 mm e a lesão devia ter um comprimento de mais de 5 mm. Foram incluídos 200 pacientes na Europa entre os anos de 2011 e 2014. A idade média era de 63 anos e a maioria dos pacientes incluídos eram homens. Não houve diferenças nas características basais dos dois grupos de população. O ponto da bifurcação mais frequentemente tratado foi a artéria descendente anterior/ramo diagonal (77%), seguido da artéria circunflexa/ramo marginal (ao redor de 15%). Os resultados em 12 meses foram apresentados em 2016, sendo que a taxa de MACE não apresentou diferença significativa entre provisional e culote (7,7% vs. 10,3%; p = 0,53). No grupo de stent provisional 16% dos pacientes precisaram de implante de stent no ramo lateral. Esta técnica implicou menor tempo de procedimento, menor radiação e menor custo. 

No EuroPCR 2023 foram apresentados os resultados do seguimento de 5 anos. O desfecho primário foi MACE definido como mortalidade por todas as causas, IAM ou revascularização do vaso tratado (TVR). O desfecho secundário foi MACE relacionado com a bifurcação que incluiu oclusão aguda do vaso, trombose do stent, IAM da lesão tratada ou revascularização da lesão tratada. 

Leia também: Impacto da estimulação do ventrículo direito em pacientes com marca-passo definitivo após o TAVI.

No que se refere ao desfecho primário, a taxa de MACE foi de 18% no grupo stent provisional vs. 23% no grupo culotte (HR 0,75, IC 0,41-1,38). Além disso, não houve diferenças no desfecho secundário entre os dois grupos (p = 0,69).

Conclusão 

A técnica de culotte não melhorou a taxa de MACE em 5 anos em comparação com a técnica de stent provisional para o tratamento de bifurcações verdadeiras que não envolvem o tronco da coronária esquerda. Somente 16% dos pacientes no grupo stent provisional requereram stent no ramo lateral. Recomenda-se a técnica de stent provisional como a estratégia inicial para o tratamento de bifurcações. 

Dr. Andrés Rodríguez.
Membro do Conselho Editorial da SOLACI.org.

Título Original: Stepwise Provisional stenting versus systematic culotte for true non left main bifurcation lesions: Five years follow-up of EBC TWO. 

Referência: S. Arunothayaraj et al. 


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