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É efetivo o tratamento borda a borda com o sistema PASCAL avaliado em seguimento de 3 anos?

A insuficiência mitral é a valvoplastia mais frequente, sendo sua principal causa a disfunção funcional ou secundária (FMR) em comparação com a degenerativa (DMR). Dita doença se relaciona com a diminuição da função ventricular, hospitalizações por insuficiência cardíaca e mortalidade. 

¿Es efectivo el tratamiento borde a borde con PASCAL a 3 años?

Embora o tratamento médico seja efetivo durante períodos prolongados, um número significativo de pacientes não pode se submeter a cirurgia devido a um alto ou proibitivo risco cirúrgico. 

O tratamento de borda a borda surgiu como uma alternativa válida com resultados promissores em comparação com o tratamento médico completo, como ficou demonstrado no estudo COAPT. No entanto, até agora contamos somente com essa análise e outros estudos menores, especialmente no que se refere aos resultados a longo prazo. 

O estudo CLASP incluiu 124 pacientes com insuficiência mitral severa sintomática, dentre os quais 85 tinham FMR e 39 tinham DMR. 

Foram avaliados os eventos adversos maiores (MAEs) em seguimento de 3 anos. Os mesmos foram definidos como a presença de mortalidade cardiovascular, AVC, infarto agudo do miocárdio, necessidade de diálise, sangramento severo e reintervenção relacionada com o dispositivo. 

Leia também: Relação entre qualidade o vaso distal e os resultados no tratamento percutâneo das oclusões totais crônicas.

A idade média foi de 75 anos, 55% da população era do sexo masculino, 83% apresentava hipertensão, 36% tinha diabete, 12% tinha sofrido um AVC, 63% tinha fibrilação atrial, 30% tinha deterioração da função renal, 24% tinha hipertensão pulmonar, 35% apresentava insuficiência tricúspide moderada ou grave e os níveis de NT BNP foram de 4,148 pg/mL. 

Em 3 anos, o índice de MAEs foi de 26,6% (30,6% para FMR e 17,9% para DMR); a mortalidade cardiovascular foi de 14,5% (18,8% para FMR e 5,1% para DMR), 4,0% dos pacientes apresentaram AVC (4,7% para FMR e 2,6% para DMR); 3,2% sofreram um infarto agudo de miocárdio (2,4% para FMR e 5,1% para DMR) e 2 pacientes requereram reintervenção.

A taxa de sobrevivência em 3 anos foi de 74,6% (66,0% para FMR e 91,7% para DMR), e a liberdade de reintervenção por insuficiência cardíaca foi de 73,1% (63,9% para FMR e 91,1% para DMR).

Leia também: Avaliação funcional pós-ATC para detectar lesões focais e subexpansão dos stents.

A taxa de hospitalização anualizada em 3 anos teve 85% de diminuição, passando de 1,17 antes do procedimento a 0,18 (81% para FMR e 96% para DMR em ambos os tipos de insuficiência mitral; p < 0,001), e observou-se uma melhora significativa nos volumes ventriculares e na insuficiência mitral em 30 dias, o que se manteve em 3 anos tanto em DMR quanto em FMR. 

Conclusão

Os resultados do estudo CLASP em seguimento de 3 anos demonstram a durabilidade e a evolução favorável do sistema PASCAL em pacientes sintomáticos com insuficiência mitral severa. Tais resultados aumentam a evidência no estabelecimento do Sistema PASCAL como uma terapia de valor em pacientes com insuficiência mitral sintomática. 

Dr. Carlos Fava - Consejo Editorial SOLACI

Dr. Carlos Fava.
Membro do Conselho Editorial da SOLACI.org.

Título Original: Three‐year outcomes for transcatheter repair in patients with mitral regurgitation from the CLASP study.

Referência: Konstantinos Spargias, et al. Catheter Cardiovasc Interv. 2023;102:145–154.


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